A passagem dos 467 anos de fundação de Salvador, no dia 29 de março, mobilizou os deputados da Assembleia Legislativa da Bahia. Mais quatro parlamentares se irmanaram às homenagens apresentando moção de congratulações aos soteropolitanos pelo aniversário da cidade. Em todas elas, a rica história da primeira capital do Brasil foi exaltada, assim como a cultura, belezas naturais, arquitetura e patrimônio.
O deputado Carlos Geilson (PSDB), por exemplo, lembrou que Salvador foi “a terra de Dorival Caymmi, inspiração de Carybé e cenário muito utilizado por Jorge Amado”. Para ele, seja na música, artes plásticas ou literatura, Salvador sempre é inspiração para quem a conhece. “Quem anda pela cidade se encanta pelos seus cartões postais, a exemplo do Elevador Lacerda, que liga as cidades Baixa e Alta. O Centro Histórico, no Pelourinho, onde os escravos eram castigados, também atrai visitantes do mundo todo”.
Na moção, Geilson destacou ainda que a capital baiana é um dos celeiros culturais mais diversos do Brasil. “Seu carnaval, considerado a maior festa popular do planeta, reúne milhares de foliões que seguem os trios elétricos, invenção de Dodô e Osmar, na Barra ou no Campo Grande”.
O poder de atração da cidade também foi destacado pelo deputado Zó (PC do B), em outra moção apresentada na Casa. “Uma capital que conquista os turistas pelo simples fato de ser da onda”, definiu o parlamentar comunista. “Terra de uma gente de personalidade, que faz a cidade vibrar com cada sorriso, independente dos problemas que enfrenta, que inspira alegrias mesmo diante das dificuldades. Ao meu povo baiano que se orgulha de sua capital, assim como eu, congratulo-me com mais um ano de histórias e de batalhas para a cada dia tê-la sempre melhor”, acrescentou.
CARNAVAL
Já o deputado Sandro Régis (DEM) destacou que Salvador tem a melhor festa carnavalesca que se conhece no planeta, atraindo turistas brasileiros e de todo o mundo. “Filhos de Ghandy, Ilê Aiyê, Olodum, Malê de Balê, blocos, trios elétricos, afoxés, cantores e artistas dos mais famosos do Brasil aqui se esmeram para criar, agitar e tornar o ambiente impar de alegria e lazer”, afirmou o líder da bancada de oposição na Assembleia.
Para ele, o baiano é alegre por natureza, muito receptivo, sente-se orgulhoso de saber que o Brasil começou no seu território e que Salvador foi a primeira capital do país e palco de grandes ações, resultando em vitórias históricas contra invasores de Além Mar e, acima de tudo, palco das comemorações pelo 2 de Julho, data da verdadeira Independência do Brasil.
O democrata lembrou também, na moção, que historiador Cid Teixeira certa vez comparou o empreendimento de construção da primeira capital do Brasil, no século XVI, com a construção de Brasília, no século XX. “As duas cidades surgiram de uma decisão política de ocupação do território, e ambas, cada uma a seu tempo, trouxeram inovações urbanísticas”, afirmou Sandro Régis, explicando que pelo porto que a cidade se articulava com o mundo. “Assim, Salvador foi desde o primeiro instante cosmopolita”.
Por fim, o deputado Aderbal Caldas (PP) observou que, mesmo com a transferência da capital da então colônia para o Rio de Janeiro, em 1763, Salvador não perdeu sua importância. “Tanto assim que por ocasião da vinda da família real portuguesa para o Brasil, que fugia da invasão napoleônica, foi a Bahia onde primeiro veio ter a corte, em 1808, aqui deixando indelével sua marca, sobretudo pela assinatura do ato que abriu os portos nacionais às nações amigas, e, dias após, a criação do primeiro curso superior no Brasil — a Escola de Cirurgia da Bahia”, contou ele, em sua moção de congratulações.
De acordo com Aderbal, por todo o restante do século XVI e durante os séculos XVII e XVIII, abrangendo, inclusive, grande parte do XIX, Salvador foi um dos polos geradores de riqueza. “Disso redundou o magnífico acervo cultural hoje representado por suas incontáveis e belíssimas igrejas, solares e fortes, que tão bem retratam essa era de fausto”, concluiu o parlamentar, no documento.
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