Mais dois volumes da coleção Mestres da Literatura Baiana, parceria editorial da Academia de Letras da Bahia com a Assembleia Legislativa, serão lançados hoje, no Palacete Góes Calmon, sede da instituição como parte da solenidade de abertura do ano acadêmico. Serão lançados os volumes 11 e 12 da coleção, respectivamente “Vila Nova da Rainha Doida”, de Guido Guerra, e “Viventes de Água Preta”, de Jorge Medauar.
A coleção Mestres da Literatura Baiana tem por objetivo a publicação de obras de autores baianos vivos e mortos, contemplando todos os gêneros literários. São autores que, embora de importância fundamental para a constituição da literatura baiana, têm suas obras esgotadas ou fora do circuito comercial.
Segundo Cid Seixas, que faz o prefácio do livro “Vila Nova da Rainha Doida”, o romance é a volta do escritor e jornalista por formação Guido Guerra ao campo da batalha da história curta. “Neste livro ele realiza alguns contos exemplares, capazes de permanecer na mente do leitor engendrando outras palavras. Palavras ditas no interior de cada um de nós quando tecemos o fio de ligação entre o destino dos seus personagens e o nosso cotidiano de leitores”, completou.
Já Jorge Medauar nasceu no dia 15 de abril de 1918 numa cidade do sul da Bahia, hoje chamada de Uruçuca. Residiu quase toda a sua vida em São Paulo, onde foi jornalista e publicitário, além de poeta e contista. Como escritor, manteve sempre, como cenário e matéria de sua ficção, a paisagem, a gente, os costumes e as histórias de sua cidade baiana. Sua obra de ficcionista, conhecida e reconhecida nacionalmente, recebeu o prêmio Jabuti em 1959.
Segundo o acadêmico Aramis Ribeiro da Costa, em “Viventes da Água Preta” as histórias parecem estarem sendo narradas em uma rede e à sombra de uma árvore copada. “Esses contos são encantadores na sua linguagem peculiar, quase sempre rústica e por vezes poética, de uma rudeza que transmite veracidade, mas de uma poesia que enternece. Deliciosos pelo que contam e pela forma de contar, ainda mais pela forma de contar do que pelo que contam, embora também surpreendam pelo que contam, fechando, nessa completude, o desejado círculo da sedução do leitor”, afirmou Aramis da Costa.
REDES SOCIAIS