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AL lança livro que relata histórias do Colégio Antônio Vieira

Publicado em: 17/03/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

O assessor de Assuntos Culturais da AL, Délio Pinheiro, representou o presidente da Casa no evento. Geider Lins Marques foi o mestre de cerimônia
Foto: Arquivo/Agência-Alba
A Assembleia Legislativa da Bahia associou-se às comemorações pelo 105º aniversário do colégio Antônio Vieira publicando, em parceria com ex-alunos, o livro “Cem anos, Cem Histórias e Sem Censura”, que reúne depoimentos de 100 ex-alunos, muitos deles ilustres, coligidos por Geider Lins Marques, José Enrique Carreiro e Francisco da Costa Pinto. A solenidade de lançamento, que foi incluída na programação oficial e reuniu cerca de 600 pessoas após a missa solene, contou ainda com a exibição de filme com imagens das diversas fases do Antônio Vieira, seus professores e alunos.

Na ocasião, o professor Délio Pinheiro representou o presidente Marcelo Nilo, pois o Legislativo estava em pleno processo de votação (encerrado por volta das 23h). O Assessor para Assuntos Culturais da Assembleia tratou brevemente do programa editorial que está sendo executado e que só na gestão do presidente Marcelo Nilo trouxe a lume 174 obras.

Délio Pinheiro disse ainda que a parceria com os ex-estudantes do Colégio Antônio rendeu um livro “delicioso e terno, em que o saudosismo dá lugar à certeza do pertencimento a um lugar especial, de recordações de ensinamentos dos professores, dos padres, foi a base para a formação do caráter não apenas dos 100 autores, mas de uma legião de homens e mulheres de bem”. Ele elogiou a qualidade do trabalho gráfico do designer Bira Paim e o apuro dos organizadores, Geider em especial, para a obra ser impressa com um belo projeto gráficos, ilustrações e sem qualquer imperfeição.

FARDA CAQUI

Vestido a rigor (a farda bege usada no período em que foi aluno), Geider Lins Marques foi o mestre de honra da cerimônia. Explicou as inúmeras reuniões para estabelecer critérios para as crônicas – todos rompidos posteriormente – e a metodologia utilizada, como a divisão dos textos em quatro períodos: 1926-1971, 1972-1980, 1981-1995 e 1996-1912. Ele agradeceu o apoio recebido da Assembleia Legislativa. Elogiou o programa editorial da Casa, que resgata obras inestimáveis, além de fomentar a literatura e a descoberta de novos talentos das letras.

Geider Lins Marques relatou as dificuldades encontradas para editar e publicar essa obra de criação coletiva que congrega os ex-vierenses, bem como a luta para encontrar ex-alunos espalhados pelo mundo, em países como a Holanda e China e órgãos públicos e empresas de todo o país. Agradeceu a cessão pela Fundação Casa de Jorge Amado (através da saudosa poeta Myrian Fraga) de um texto extraído do livro “Moleque Grapiúna”. O primeiro da publicação, quando o colégio Antônio Vieira abrigava sob regime de internato alunos de todo o estado, como Jorge Amado, que veio de navio de Ilhéus para estudar na capital.

O internato foi extinto em 1964 quando Salvador já dava os primeiros passos para se transformar em metrópole. Ele agradeceu o texto do ex-governador Roberto Santos e saudou personalidades presentes como o banqueiro Ângelo Calmon de Sá, o compositor Waltinho Queiroz, o artista plástico Bel Borba e o ilustrador Paulo Serra. A publicação aproveitou ainda um texto do jornalista Jorge Calmon, que foi editor-chefe de A Tarde por quase 50 anos, e prefácio do padre Domingos Mianulli, ex-diretor da instituição, que destaca a importância fundamental dos princípios que regem a pedagogia dos jesuítas, aliado à criatividade para responder aos desafios próprios de cada época – mantendo vivo um centro educacional por 105 anos.



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