Em comemoração ao Dia Mundial do Rim, celebrado anualmente na segunda quinta-feira do mês de março, este ano aconteceu no último dia 10. A Comissão de Saúde e Saneamento promoveu audiência pública, com o intuito de alertar a população sobre a Doença Renal Crônica (DRC).
A audiência partiu de proposição apresentada pelo vice-presidente do colegiado, o deputado José de Arimateia (PRB), que teve a iniciativa elogiada pelo presidente da comissão o deputado Alex da Piatã (PMDB) que destacou o zelo do parlamentar em trazer à Casa Legislativa, temas de relevância à sociedade baiana.
A Sociedade Brasileira de Nefrologia, revela que 10% da população mundial sofre algum tipo de doença renal e milhões de pessoas morrem, todos os anos, por complicações decorrente da doença renal crônica. Na Bahia, são cerca de seis mil pessoas que convivem com a doença. Em Salvador, o número chega a 2,5 mil.
Para o proponente da sessão esses números podem ser reduzidos com ações efetivas de conscientização social sobre o que é uma doença renal crônica, como ela se manifesta no corpo, quais exames pode produzir um diagnostico precoce, os cuidados necessários após o diagnostico.
Dentro dessa perspectiva, o médico Eraldo Moura, coordenador do Sistema Estadual de Transplante da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), enfatiza que levar ao público o amplo conhecimento sobre a referida questão. “Munir a sociedade de informação sobre a DRC é o primeiro passo para prevenção e redução dos índices que só crescem”, diz o médico.
A afirmativa de Eraldo Moura está em consonância com o dado divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMC). Estima-se aproximadamente que dez milhões sejam acometidas pela DRC e mais da metade delas sequer sabem que apresentam o problema.
Além das questões relacionadas à prevenção, a sessão também tratou dos cuidados necessários aos pacientes transplantados e os que estão na fila, aguardando doação. Neste sentido Raimundo Mota, Superintendente de Atenção Integral à Saúde da Sesab, chama atenção para a política de transplante que está sendo implantada pela secretaria, no intuito de prestar melhor assistência às pessoas transplanta ou que aguarda o procedimento. Ele declara que “o número de cirurgias deste segmento devem aumentar significativamente, junto com os centros de hemodiálise e a rede de clínicas para o atendimento desses pacientes”.
Márcia Chaves, presidente da Associação de Transplantados da Bahia (ATX), acrescenta que a falta de medicamentos, principalmente os imunossupressores que defende e protege o organismo contra infecções e rejeição de corpo estranho. Segundo ela, “a pessoa transplantada precisa requer atenção ímpar dos órgãos de saúde, pois, seu sistema imunológico não funciona na mesma cadência de um não transplantado”.
Para Jorge de Almeida, transplantado há 4 anos, a principal deficiência na assistência ao paciente pós procedimento é a falta da pronta resposta citada por Márcia Chaves. “Um transplantado, nem sempre, pode esperar dois meses para fazer um exame ou para usufruir dos medicamentos. Um paciente, depois que passa pelo procedimento, ele continua em tratamento”, finaliza.
REDES SOCIAIS