Os vinte e cinco anos das mulheres na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros foram comemorados ontem pela manhã, na Assembleia Legislativa, numa audiência pública que superlotou as dependências do plenarinho, em uma iniciativa da Comissão de Promoção da Igualdade, presidida pelo deputado Bira Corôa (PT).
O evento marcou uma série de homenagens às policiais militares, mas também destacou às reivindicações da categoria e em especial o tempo para a reserva que continua sendo idêntico a dos policiais militar do sexo masculino ou seja 30 anos e não 25, como desejam as policiais. Já existe um projeto de lei tramitando na Assembleia desde 2014 e foi proposto a formação de uma frente suprapartidária para agilizar a votação do mesmo.
Entre as reivindicações, também foi destacado que as policiais militares, ainda que integradas e com cargos técnicos (denominação militar) iguais ao masculino, não atuam como estes em sua plenitude. Não são inseridas em atividades e ações policiais, por vezes, ainda que de forma velada, por serem mulheres. Até o momento só existem quatro policiais femininas ocupando o cargo de major, entretanto sem o direito de comandarem uma companhia, apesar dos pedidos das próprias comunidades.
“Entre os objetivos desta homenagem às mulheres da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros está o de trazer para esta Casa uma parceria no processo de humanização da Polícia Militar e a valorização das mulheres. São vinte e cinco anos da presença feminina na PM e no Corpo de Bombeiros. Esse processo de celebração é também um processo de reivindicações, de promoção e de outros direitos. O problema do assédio moral e sexual também merece ser analisado no âmbito dos direitos humanos, promoção da igualdade e da proteção a essas mulheres”, disse o deputado Bira Corôa, proponente da audiência e presidente do colegiado.
O deputado Soldado Prisco ressaltou que 14 estados que começaram após a Bahia na formação dos quadros de policiais femininas já reconheceram o direito das mulheres em requerer a reserva com 25 anos de atividade na PM. Ele disse esperar que o governo do Estado cumpra o acordo, firmado em 2014, pois o projeto está na Assembleia e precisa de apoio de todos os parlamentares.
A deputada Fabíola Mansur (PSB), que pertence a uma família que possui policiais militares, elogiou inicialmente dos deputados Bira Corôa e Soldado Prisco, pois ambos fazem parte da Comissão da Mulher, da qual é presidente, se incorporou também na luta suprapartidária para aprovar o projeto de lei que concede reserva com 25 anos as policiais.
“Quero saudar em especial as quatro mulheres que estão atuando como major, pois espero que tenhamos mais outras promovidas como oficiais. Precisamos tratar as carreiras das mulheres militares”, disse Fabíola Mansur.
Entre as policiais bastante aplaudidas, estava a sargenta Amado que ingressou na Polícia Militar (esteve também no Corpo de Bombeiros) contando toda sua trajetória e a importância das policiais. Sargenta Amado inclusive cantou duas canções da MPB adaptadas a trajetória das policiais na instituição.
A Mesa que dirigiu os trabalhos foi composta pelo presidente, deputado Bira Corôa, e mais Fabíola Mansur e Soldado Prisco, o coronel Nunes, da PM (Corpo de Bombeiros), Capitã Edilânia Aguiar, representando a associação Maria Felipa, a soldada Alaíce Gomes, do Núcleo de Mulheres da PM, Capitão Marinho, representando a Secretaria de Cultura doo Estado, Capitã Denise, representando o Comando Geral da Polícia Militar e a sargenta Amado como integrante da primeira turma de policiais femininas, que ingressou na instituição há 25 anos.
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