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Importantes instituições baians se uniram em prol da literatura

Publicado em: 12/03/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

Patrono do museu, Ângelo Calmon de Sá felicitou trabalho cultural do Legislativo.O professor Délio Pinheiro representou a Assembleia na Solenidade
Foto: Arquivo/Agência-Alba
O projeto editorial da Assembleia Legislativa associou uma casa essencialmente política a instituições educacionais, culturais e empresariais da maior relevância para a Bahia e os baianos – como acontece com o Instituto Histórico e Geográfico e o Museu Eugênio Teixeira Leal – Fundação Econômico.

 Convênios foram firmados também com a Academia de Letras da Bahia, Universidade Federal da Bahia, Fundação Pedro Calmon, Associação Comercial da Bahia, Câmara Baiana do Livro, Fundação Casa de Jorge Amado e Universidade Estadual do Sudoeste, entre outras.
 No ato de lançamento o professor Délio Pinheiro anunciou ainda que a meta de publicação de 200 livros será alcançada até o final do ano, frisando que essa tarefa tem evoluído não apenas quantitativamente, mas especialmente na qualidade dos livros resgatados do esquecimento. Ele classificou “Cartografia de Canudos” como “perfeito”.

 Anunciou que na próxima quinta-feira serão lançados outros dois volumes da coleção Mestres da Literatura Bahia, os livros “Vila Nova da Rainha Doida”, de saudoso Guido Guerra, e “Viventes de Água Preta”, do excepcional escritor Jorge Medauar. Lembrou ainda da pequena equipe de profissionais envolvidas, destacando o designer gráfico Ubirajara Paim e a diretora do Museu Eugênio Teixeira Leal, Eliene Dourado Bina.

RITMO

 As publicações têm seguido o ritmo de duas obras a cada mês, segmentados em uma série de selos e coleções que abrigam obras de maior porte ou coleções como a “Gente da Bahia” e a “Ponte da Memória”, que relança livros de valor literário/memorialista fora de catálogo das editoras comerciais. Ou ainda um selo específico para “Inéditos” e um dedicado especialmente para o fenômeno “Cangaço”.
Entre as coleções destacam-se a “Mestres da Literatura Baiana”, que resgatou livros como “A Bahia já foi Assim”, da folclorista Hildegardes Vianna ou a trilogia do Médio São Francisco, de Wilson Lins. Através da coleção “Gente da Bahia”, foram lançados perfis biográficos de artistas plásticos como Carybé, Hansen Bahia, Juarez Paraíso e Calasans Neto.

Também foram homenageados músicos como os eruditos Lindemberg Cardoso e Walter Smetak, ou populares como Riachão, Gordurinha e o pianista Carlos Lacerda. Cineastas como Roberto Pires. Intelectuais como Milton Santos e Edison Carneiro e também políticos como o senador Nélson Carneiro, Nestor Duarte e o deputado Chico Pinto. Esta coleção tem mais de 40 títulos lançados.

Destaque ainda para a coleção “História do Comércio Baiano” em cinco volumes, através de parceria com a Associação Comercial da Bahia, e também a coleção Memórias da Bahia, também em cinco volumes (o quinto será lançado até o final do corrente ano) associado ao Museu Eugênio Teixeira Leal – Fundação Econômico.

O programa foi criado em 1997 pelo então presidente Antonio Honorato, sendo o primeiro livro um relato sobre outro movimento de cunho messiânico, logo após o fim da guerra de Canudos na região de Casa Nova. “Pau de Colher”, escrito pelo médico José Estrela, está esgotado e em vias de ganhar a segunda edição.

Esta ação foi concebida inicialmente como um ato de marketing cultural, mas se transformou em uma poderosa ferramenta de disseminação da cultura da Bahia suprindo grave lacuna que o mercado editorial comercial deixou. Só nas gestões do presidente Marcelo Nilo, a Assembleia publicou mais de 160 volumes – até o final do ano serão 200 volumes.


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