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Grupos chineses vão investir na Ferrovia Oeste Leste

Publicado em: 10/03/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

Ivana Bastos considerou o anúnciou como "uma excelente notícia"
Foto: Arquivo/Agência-Alba
O governador Rui Costa anunciou, direto de Pequim, na China, que o Fundo Chinês para Investimento na América Latina (CLAI-FUND) e a China Railway Engineering Group, uma das maiores construtoras chinesas vão investir, construir e operar o Porto Sul e a Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) em associação ao Governo do Estado e a Bahia Mineração (Bamin). A notícia auspiciosa foi data pela presidente Especial da Comissão da Fiol e Porto Sul, Ivana Bastos, na reunião ordinária realizada ontem. “É uma excelente notícia que renova as nossas esperanças nesse momento de crise econômica”, afirmou Ivana Bastos.

Segundo a presidente, os acordos, que marcam o início de um período de negociação que vai determinar os detalhes da operação, já foram assinados com representantes das empresas asiáticas. A estimativa é de um investimento de R$ 2,6 bilhões, sendo R$ 2,2 bilhões para as obras e R$ 400 milhões em equipamentos. Além do Porto Sul, o acordo inclui quatro trechos da Fiol, entre Ilhéus e Caetité, que estão em fase final de construção e serão concluídos. “Vale destacar a presença da Bahia Mineração (Bamin) nestes acordos com os chineses o que consolida a participação da empresa no projeto, ao contrário de rumores ocorridos no Estado”, afirmou Ivana Bastos.

O deputado Luciano Ribeiro (DEM) disse que a informação traz um sentimento de esperança, mas que a comissão deve ter cautela e buscar o máximo de informações sobre como vai se dar o investimento. “Independentemente de estar na situação ou oposição, acredito que todos os deputados da Casa gostariam de ver essa obra concluída”, afirmou, ressaltando que talvez seja necessário rever a modelagem da obra. O deputado José Raimundo (PT) disse que a notícia é alvissareira e renova as esperanças dos que lutam para que a obra seja concluída, mas reiterou a preocupação de Luciano Ribeiro da possibilidade de mudança da modelagem da obra. “Talvez vamos precisar de um novo marco regulatório”, alertou o deputado.

Foi aceitada por unanimidade a sugestão da presidente do colegiado para que seja realizada uma audiência com o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, tão logo ele volte da caravana à China com o objetivo de detalhar os acordos firmados com as empresas asiáticas.


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