O basquete de alto rendimento foi tema de audiência pública ontem na Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer, presidida por Bobô (PC do B). Os deputados ouviram atletas e representantes de times e associações, e receberam um pedido: que seja renovado o apoio financeiro do governo do Estado para a Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Esporte e Cultura, organização não-governamental que executa desde 2013 o Projeto de Basquete de Alto Rendimento da Bahia e que elevou o estado às primeiras divisões da modalidade.
Segundo José Lopes, diretor da Associação, os recursos necessários estimados para este ano são de R$ 860 mil. O dinheiro custeia seis professores, dois coordenadores técnicos, fisioterapeutas e psicólogos contratados pela Associação para assistir e treinar de graça 300 crianças e adolescentes entre 8 e 16 anos. Hoje a Bahia tem quatro equipes na categoria sub-17: duas masculinas e duas femininas. A equipe masculina saiu da terceira para a primeira divisão; a feminina ascendeu, também da terceira, para a segunda divisão.
E isto em dois anos, destaca Lopes, adiantando que para manter esta posição e avançar é fundamental o apoio financeiro do governo do Estado quando o hoje deputado e presidente da Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer era o titular da Sudesb e “deu o ponta pé inicial” para a execução do projeto. “No início fomos alvos de críticas e desconfianças”, mas hoje os resultados está à mostra, lembra José Lopes, destacando que a Bahia agora tem até mesmo um atleta integrando a seleção brasileira, José Carlos Santos, de 17 anos, antigo morador do bairro de São Caetano e hoje morando em São Paulo e titular do primeiro time de basquete do país na categoria.
A Associação busca também apoio na iniciativa privada, mas segundo seu diretor o grande apoiador do esporte é mesmo o governo do Estado, ainda que no ano passado a verba tenha sido drasticamente reduzida para R$ 174 mil. Mas foi com esse dinheiro que muita coisa pode ser feita pelo basquete baiano. Com o dinheiro, esclarece Jose Lopes, a Associação paga o corpo técnico e oferece treinamento de graça a qualquer criança ou adolescente que queira ser um jogador de basquete.
“A Associação tem hoje seis escolinhas localizadas na cidade de Senhor do Bonfim e, em Salvador, nos bairros de Cajazeiras, Calabar, Iapi, Patamares e Barbalho. E sede no clube Adelba. Para ser um jogador não há exigências, apenas vontade e determinação para treinar, adianta Lopes.
CAPACITAÇÃO
Para o deputado Bobô (PC do B), um dos grandes problemas do basquete de alto rendimento é encontrar profissionais capacitados, além do alto custo da atividade, uma vez que esta categoria é voltada às competições (tem ainda o basquete social e o educativo), o que implica em gastos” com viagem das equipes, intercâmbio, participação em competições.O deputado, entretanto, considera que avanços significativos foram conquistados como, por exemplo, a criação de um time a partir de parceria entre a Universo e o Esporte Clube Vitória, que treina no ginásio de esportes de Cajazeiras e tem jogos por vezes transmitidos pelo Sport TV. “É a Bahia no cenário nacional, na liga principal”, festeja o presidente da Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer.
Quanto à capacitação de atletas e treinadores, o diretor da ASBRADEC informou que a Associação está atenta e atuante e já trouxe a Salvador , para a realização de clínicas, os treinadores das seleções brasileira e argentina de basquete, assim como o treinador André Germano, à época comandando a equipe do Esporte Clube Pinheiro, tido como o melhor do Brasil. Os pleitos apresentados à comissão são levados ao Governo do Estado, onde os deputados esperam seja desenvolvida uma política pública de amparo ao esporte, sobretudo ao amador.
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