A comemoração do Dia Internacional da Mulher, festejado hoje, 8 de março, levou os deputados Gika Lopes (PT), Pedro Tavares (PMDB), Marcell Moares (PV), Sidelvan Nóbrega (PRB), Euclides Fernandes (PSL) e Carlos Geilson (PSDB) a apresentarem na Assembleia Legislativa moções de congratulações pela passagem da data.
Os parlamentares lembram que alguns historiadores afirmam que o incêndio de 1857 não ocorreu (pelo menos, não naquela data). Defendem a ideia de que o incêndio relacionado ao Dia Internacional da Mulher fora, de fato, o incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist, em Nova York, no dia 25 de março de 1911- ou seja, um ano depois de a proposta de criação do Dia Internacional da Mulher ser apresentada por Clara Zetkin, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhague. A Triangle empregava 600 trabalhadores, em sua maioria mulheres imigrantes. Na tragédia, 146 pessoas morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens.
Para Gika, é inegável o grande avanço que o movimento feminista obteve, em um mundo com mulheres atuando em cargos de grande poder: “Devemos reconhecer o passado de luta e de dor que muitas tiveram que passar para que hoje as mulheres pudessem viver de forma livre e independente. Desta forma, é importante que a mulher possua um dia em sua comemoração”.
Para finalizar, o deputado coloca o seu mandato à disposição das causas das mulheres. “Parabéns a todos aqueles e aquelas que lutam por um país mais justo e democrático. Contem sempre com o meu mandato na luta por mais direitos das mulheres,” disse.
Em sua moção, Pedro Tavares frisa que “é com muita alegria que parabenizo todas as mulheres neste dia. O Dia Internacional da Mulher é símbolo da emancipação feminina”. A data foi escolhida pela Unesco.
PODER
O peemedebista diz ainda que o dito “‘sexo frágil’ demonstra poder para superar qualquer obstáculo e preconceito. Basta olhar ao redor para vê-las no Exército, Marinha, Aeronáutica, cargos políticos etc. Parabenizo as mulheres por esse dia especial e por todas as vitórias bravamente alcançadas”.
Marcell Moares argumenta que as mulheres são especiais porque, acima de tudo, “conseguem conduzir a vida do início ao fim tal qual um maestro rege sua orquestra em silêncio, mas na certeza do caminho a ser seguido, atento a cada levantar ou abaixar de um instrumento, a cada som que distorce a obra e a cada sopro mais emocionado. São deusas e santas, são felizes e apagam-se em uma tristeza solitária, são fortes e demonstram uma fraqueza digna de compaixão, são únicas e ao mesmo tempo são belas e são mulher”.
VIOLÊNCIA
Já o deputado Sidelvan Nóbrega (PRB) salientou que a violência doméstica e familiar continuam sendo a principal forma de violência letal praticada contra as mulheres no Brasil, segundo dados do Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres, de autoria do sociólogo argentino Julio Jacobo Waiselfisz, que analisa dados oficiais nacionais, estaduais e municipais sobre o número de assassinatos de mulheres no Brasil.
E neste dia festivo o intuito é aproveitar o chamado da sociedade sobre a importância dos mecanismos de combate a esse tipo de crime que ainda acomete muitas mulheres.
Embora o assunto seja um desafio para os gestores, o parlamentar afirma que o Dia Internacional da Mulher também serve para comemorar as vitórias já alcançadas, pois apesar do preconceito e discriminação ainda existentes, a maioria das mulheres estuda, trabalha e é independente.
PARLAMENTO
O deputado Euclides, além de homenagear as mulheres baianas, afirma que quer “destacar, independentemente de vínculos partidários, as deputadas do PSD, Ângela Sousa e Ivana Bastos; Fabíola Mansur (PSB), as petistas Fátima Nunes, Luiza Maia, Maria del Carmen e Neusa Cadore, pois o trabalho que essas senhoras desempenham no exercício do mandato parlamentar tem buscado melhorar a qualidade de vida da população baiana, algumas vezes apresentando proposições diretamente ligadas aos interesses das mulheres, porém a maioria das intervenções são voltadas à população como um todo. Aqui na Assembleia existem nos seus quadros funcionais mulheres exercendo com competência cargos onde seus colegas são do sexo masculino e com se diz popularmente todas chegam junto. Hoje, já não se pode mais discriminar a mulher para o preenchimento de nenhuma função laboral”.
Já Geilson fez questão de lembrar a data e reafirmar seu orgulho, parabenizar as mulheres baianas por suas conquistas e ressaltar que muito ainda precisa ser feito, principalmente pelos Poderes Públicos, para que a classe feminina conquiste um espaço cada vez mais digno na sociedade.
Além disso o parlamentar pede que sua moção seja dada ciência às mulheres baianas através da presidente da Comissão dos Direitos da Mulher nesta Casa, deputada Fabíola Mansur, e demais parlamentares Ângela Sousa, Fátima Nunes, Ivana Bastos, Luiza Maia, Maria del Carmen e Neusa Cadore.
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