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Campanha da Fraternidade é tema de sessão na Assembleia

Publicado em: 27/02/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

A Mesa de Honra dos Trabalhos foi composta por parlamentares e líderes religiosos.Proponente do evento, Maria del Carmen elogiou o debate proposto pela igreja
Foto: Arquivo/Agência-Alba
Com objetivo de debater o tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito de brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”,  a Assembleia Legislativa realizou uma sessão especial, na manhã de sexta-feira, com a participação maciça de seguidores de todas as religiões. A sessão foi proposta pela deputada petista Maria del Carmen.  
O evento, que lotou todas as dependências do plenário da Casa, contou na abertura dos trabalhos com a apresentação do coral da Igreja Nossa Senhora de Guadalupe e a exibição de um filme sobre a Campanha da Fraternidade com depoimentos importantes  sobre a situação do  país, principalmente no que refere ao esgotamento sanitário.

A mesa, que dirigiu os trabalhos, contou com a participação também dos deputados Marcelino Galo (PT) e Alex da Piatã (PMDB), do bispo  dom Murilo Krieger, do secretário de Infraestrutura, Cássio Peixoto, representando o governador Rui Costa, dentre outras autoridades civis, militares e religiosas de vários segmentos cristãos.

Integram a Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano a Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Aliança de Batistas do Brasil, Conic e Misereor, dentre outras.

SANEAMENTO

A deputada Maria del Carmen fez um relato minucioso durante seu depoimento no plenário, mostrando dados assustadores, principalmente sobre a falta de esgotamento sanitário. “Agradeço a Deus por nos proporcionar pelo segundo ano consecutivo debater os temas propostos pela CNBB para a Campanha da Fraternidade. Esta campanha ecumênica nos proporciona refletir sobre a situação grave em que vivem nossos irmãos. São mais de 50 por cento da população. O esgoto a céu aberto e o lixo só podem espalhar doenças graves. A questão da moradia de qualidade também nos dá uma alerta, independentemente da religião que nós abraçamos”, destacou a parlamentar. 
O objetivo principal é chamar a atenção para a questão do saneamento básico no Brasil e sua importância para garantir desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida para todos. Uma das grandes novidades desta quarta edição da campanha ecumênica é a participação da Misereor, entidade episcopal da Igreja Católica da Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento da Ásia, África e América Latina. A colaboração acontece em vista do desejo dos organizadores em transpor as fronteiras.

Pela quarta vez, a Campanha da Fraternidade é realizada de forma ecumênica. Este ano, a campanha tem como objetivo geral assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas, com empenho, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro da Casa Comum. O saneamento básico nos objetivos da campanha demonstra que o mesmo é um direito humano fundamental e como todos os outros direitos requer a união de esforços entre a sociedade civil e o poder público, no planejamento e na prestação de serviços e cuidados.

“Por isso, é uma  Campanha Ecumênica, pois a questão de saneamento afeta não apenas católicos, mas todas as pessoas. Independente da fé que professam, o abastecimento de água potável, o esgoto sanitário, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos, o controle dos meios transmissores de doenças e a drenagem de águas pluviais são medidas necessárias para que todas as pessoas possam ter saúde e vida digna”, disse del Carmen.

CONVIVÊNCIA
                 
 As campanhas da fraternidade fortalecem os espaços de convivência entre as diferentes igrejas. O diálogo e o trabalho conjunto em favor do bom comum são testemunhos importantes que podemos oferecer para a sociedade. Afinal, Jesus sempre se colocou aberto à escuta, às partilhas, e a uma boa roda de conversa. 

Por isso, esta Campanha da Fraternidade Ecumênica “deve motivar  bastante para que todos os religiosos e também os não crentes, sigam ao encontro de todas as pessoas- católicas, evangélicas, espíritas, de outras religiões, para que juntos encontrem ações conjuntas que favoreçam o cuidado com a ‘Casa Comum’, finalizou a parlamentar.



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