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Petista quer programa de educação sexual para jovens nas escolas

Publicado em: 27/02/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

Luiza Maia diz que programa se destinará às pessoas com idade entre 10 e 25 anos
Foto: Arquivo/Agência-Alba
A deputada Luiza Maia (PT) apresentou no Legislativo um projeto de lei que dispõe sobre a instituição de um programa de educação sexual para jovens na Bahia. A proposta vislumbra orientar os alunos da rede estadual de ensino a respeito da temática, prevenir contra doenças sexualmente transmissíveis e formar educadores para abordar o assunto nas salas de aula.

“Considerando que é de responsabilidade do sistema escolar promover a educação integral da criança e adolescente e, para neste contexto, também discutir a sexualidade por meio da educação sexual de forma integral e multidisciplinar. A temática deve ser pautada na transversalidade, como já proposto pelo parâmetro curricular nacional (PCN)”, justificou a parlamentar.

A proposição prevê ainda que o Poder Executivo desenvolva, no âmbito do programa de educação sexual para jovens, eventos educativos como campanhas, palestras e atividades lúdicas. Dessa forma, aponta Luiza Maia, haverá uma formação integral dos jovens, com a abordagem de temas relativos à sexualidade: “Doenças sexualmente transmissíveis, prostituição infantil, utilização de preservativo, homossexualidade, riscos de gravidez, corpo e gênero”.

“A transversalidade implica na necessidade do professor não apenas dominar o conteúdo da sua matéria específica, mas conhecer outros conteúdos de diferentes áreas do conhecimento e interagir com a realidade dos alunos, pois eles ainda apresentam conhecimentos errôneos e deficientes em temas específicos envolvendo a sexualidade”, explicou a deputada.

O programa se destinará, prioritariamente, aos jovens com idade entre 10 e 25 anos, mas também para gestores e professores da rede estadual de ensino da Bahia. “Contudo, vai ser respeitada a pertinência temática dos assuntos abordados, conforme a faixa etária do educando”, alertou Luiza Maia.

“Pesquisam comprovam: quando existe uma educação sexual formal ou informal, onde possa levar informações corretas, o adolescente tem a sua iniciação sexual mais tardia, evita doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce, além de aumentar o respeito ao próximo”, afirmou a parlamentar petista. 



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