A deputada Antônia Pedrosa (PRP) solidarizou-se com o bispo da diocese de Barra, Dom Luís Flávio Cappio, que entrou em greve de fome num protesto extremo contra o projeto de transposição de águas do Rio São Francisco, que considera como um verdadeiro atentado à vida das populações ribeirinhas. Na condição de representante de Barreiras, desde o início do mandato parlamentar ela associou-se aos esforços dos deputados estaduais para barrar este projeto e admite que até agora esses esforços foram vãos.
Portanto, repudia a insistência do governo federal de passar por cima de dados técnicos, ambientais, legais, humanos e sociais para tentar efetivar a obra de qualquer maneira. A parlamentar lamenta que tenha sido necessário o religioso apelar para o "último recurso para salvar o rio e a vida das populações radicadas em suas margens, adotar um gesto extremo e desesperado com o objetivo de demover o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ? fato que provocou indignação e perplexidade na Bahia e no Brasil", frisou.
A deputada do PRP deixou claro na moção que protocolou na Assembléia Legislativa a responsabilidade do presidente da República com a vida do bispo da diocese de Barra, "especialmente porque está provado o enorme impacto ambiental do projeto de transposição, que atenta contra as iniciativas reclamadas pelos ribeirinhos em favor da revitalização do rio", assegurou. Para Antônia Pedrosa, a obra é uma temeridade e não é por falta de aviso que chegou-se agora a esse impasse perigoso.
Ela solicitou que tenham conhecimento do teor da sua moção o arcebispo primaz do Brasil, cardeal Dom Geraldo Majella, todas as dioceses da Bahia, a prefeitura e a Câmara Municipal de Barra e suas congêneres de todos os municípios banhados pela bacia do São Francisco, além do governador Paulo Souto e os demais governadores dos estados banhados pelo "Velho Chico".
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