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Ameaça de fechamento de grutas compromete turismo na Chapada

Publicado em: 23/09/2005 16:24
Editoria: Diário Oficial

Comissão de Desenvolvimento: Rangel faz o alerta durante audiência pública em Iraquara
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O turismo na Chapada Diamantina está ameaçado pela falta do Plano de Manejo Espeleológico da região. A situação tem preocupado moradores, políticos, empresários e turistas que temem o fechamento das cavernas à visitação pública, conforme determina a Portaria nº 15/2001 do Ibama/Cecav ? Centro de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas. Para viabilizar a elaboração do Plano de Manejo e a prorrogação do prazo da licença ambiental dos guardiões das cavernas, o deputado Paulo Rangel (PT), presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembléia Legislativa, promoveu audiência pública em Iraquara, com a participação de mais de 130 pessoas, entre representantes de órgãos e entidades ambientais, executivos e secretários municipais da região, pesquisadores e a sociedade civil.

Na audiência foi deliberado o envio de relatório ao Ibama/Cecav solicitando a aprovação de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). "Vamos buscar revalidar a licença ambiental e que sejam definidos critérios para elaboração do Plano de Manejo, de acordo com a realidade da região. Desta forma, acreditamos ser viável a execução", destacou Rangel.

Os guardiões, dirigentes ambientais e turísticos da região têm todo interesse em legalizar a visitação das cavernas, contudo esbarram na burocracia imposta pelo Ibama, sobretudo sob o ponto de vista financeiro. "Este é o principal fator que inviabiliza o cumprimento das normas", explica Silvio Arruda, guardião da Gruta Pratinha, uma das mais visitadas. Segundo ele, o valor estimado é de R$ 550 mil para elaboração do Plano de Manejo das oito cavernas que integram o patrimônio espeleológico da Chapada Diamantina, cuja maior concentração se encontra nas proximidades do município de Iraquara, responsável por 70% do turismo da região.

Paulo Rangel destaca que a região da Chapada Diamantina sobrevive basicamente do turismo. Para ele, a ameaça de fechamento de uma das suas principais atrações traria um desconforto econômico muito grande às atividades que estão diretamente relacionadas ao turismo, a exemplo das empresas de transporte, dos restaurantes e de toda rede de hotelaria da Chapada, que seriam seriamente comprometidos. Só em Iraquara o fechamento das cavernas implicaria na perda de 300 empregos diretos e indiretos.



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