MÍDIA CENTER

Edmon sugere o ensino de Educação Sexual

Publicado em: 22/09/2005 20:56
Editoria: Diário Oficial

Petebista está preocupado com o avanço das DSTs e da gravidez entre adolescentes
Foto: null
O deputado Edmon Lucas (PTB) quer tornar obrigatório o ensino do tema Educação Sexual no ensino fundamental das escolas da rede pública e apresentou indicação neste sentido na Assembléia Legislativa direcionada ao governador Paulo Souto. O parlamentar anexou estatísticas sobre o avanço das Doenças Sexualmente Transmissíveis, DST, e da gravidez entre adolescentes para enfatizar a "imperiosa necessidade dessa orientação especializada ser disseminada entre nossos jovens".

Médico, o parlamentar acrescentou que pesquisa realizada pelo instituto DataFolha em dez capitais brasileiras, Salvador inclusive, identificou adesão à esta proposta da ordem de 86%, ao tempo em que registrou que apenas 32% dos pais conversam sobre sexo com os filhos. Além disso, aproximadamente a metade dos pais nunca chegou a tocar no assunto ? infelizmente ainda tabu mesmo em famílias com grau de instrução superior, frisa ele.

O petebista não desconhece ou minimiza a polêmica existente em torno desse tema, "pois envolve questões de foro íntimo", mas considera o dever da escola de orientar os alunos e esclarecer suas dúvidas superior a esses problemas. Para Edmon Lucas, os jovens precisam estar bem informados sobre uma gama enorme de temas interrelacionados com o sexo e a descoberta do corpo, como a "grave ameaça à saúde pública" que é a Aids, métodos contraceptivos e as demais DSTs.

Ele considera importante o conhecimento dos próprios limites para que cada pessoa exerça seu papel com dignidade e, portanto, entende ser muito importante o papel dos professores para que os jovens compreendam que o sexo é natural, pode dar prazer, mas que precisa ser acompanhado de maturidade e responsabilidade. Edmon não tem dúvida de que atualmente é melhor que esse aprendizado ocorra na escola do que nas ruas, pois com a disseminação do assunto em programas de televisão, revistas e filmes há muita informação distorcida circulando.

Ele acrescenta que a Organização Mundial de Saúde considera a escola como um dos principais centros para a educação no setor de saúde e que dados da Secretaria da Saúde do estado mostram que em 2004 chegou a 312 o número de meninas entre dez e 14 anos que deram entrada em maternidades ou hospitais da rede coberta pelo Sistema  Único de Saúde, SUS. "E seguramente uma das causas dessas gestações indesejadas foi a falta de informação", enfatiza.

 



Compartilhar: