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Dia do Feirante é lembrado na Assembléia por Eliana

Publicado em: 13/09/2005 16:53
Editoria: Diário Oficial

Eliana historia o surgimento das feiras e ressalta seu papel na economia de Feira de Santana
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O surgimento do feirante data de tempos remotos da era feudal quando as pessoas se aglomeravam para trocar mercadorias. Durante séculos a atividade foi se profissionalizando e atende hoje a forte demanda da sociedade pelos mais variados tipos de produtos. No dia 25 de agosto é comemorado o Dia Nacional do Feirante, profissão que foi homenageada pela deputada Eliana Boaventura (PP) na Assembléia Legislativa através de uma moção de congratulações.

No documento, a parlamentar contou um pouco da história das feiras livres no Brasil e no mundo. De acordo com ela, no início do século XVIII começa no Brasil a distinção entre alguns ramos do comércio. Aparecem as lojas ou vendas, onde se compravam fazendas (tecidos)  e gêneros alimentícios não-perecíveis, e as quitandas, que ofereciam verduras e legumes. "Já no final do século XVIII e começo do século XIX, as feiras começaram a se estruturar fora das cidades metropolitanas", observou a autora da moção, acrescentando que essa primeira existência é a que mais se assemelha às feiras de nossos dias.

De lá para cá, continuou Eliana Boaventura, cada cidade constituiu seu modelo de feira livre enquanto que os feirantes consolidaram a sua profissão perante as economias nacionais. "Hoje, as feiras são fortes fontes de empregos e escoamento da produção de hortifrutigranjeiros, além do tradicional comércio de pescados, dentre outros", salientou a parlamentar. Ela fez questão de ressaltar também o desenvolvimento profissional dos feirantes nos últimos anos, com  a introdução da cultura da ética profissional, noções de higiene, segurança e planejamento, sempre buscando a qualificação e crescimento profissional.

Segundo ela, assim como em outras cidades, as feiras foram fundamentais para a economia de Feira de Santana. "É incontestável a importância das feiras livres na história do município". As origens remontam ao século XVII, período inicial do povoamento da região através da vocação para sediar núcleos de criação e engorda de gado, o que resultou, entre os séculos XVII e XVIII, em uma crescente afluência de pessoas favorecendo a implantação de um pequeno arraial, com o passar do tempo de uma feira semanal.

Um marco importante no desenvolvimento de Feira de Santana e região, afirmou Eliana, foi a transferência dessa feira semanal para um moderno centro de abastecimento, construído especialmente para abrigar, em espaçosos pavilhões, os comerciantes que atuavam no centro comercial da cidade. "Hoje, o Centro de Abastecimento de Feira de Santana é o maior entreposto comercial do Norte-Nordeste, com a participação de mais de três mil pontos de vendas e um fluxo diário em torno de seis mil pessoas por dia", concluiu.



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