ARISTEU NOGUEIRA, natural de Irará, advogado e membro do Comitê Central do PCB, foi o principal responsável pela reorganização do Partido Comunista na Bahia, após o levante de 1935. Eleito deputado estadual pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) em 1963, foi cassado em 1964. Depois, Aristeu caiu na clandestinidade, fugindo de Salvador para o Rio de Janeiro. Nesta época, esteve também no Chile e na União Soviética. Viveu quase 12 anos na clandestinidade, lutando até a redemocratização.
DIÓGENES ALVES, nascido em Salvador, foi eleito deputado para a legislatura de 1963 a 1967, pelo PDC, sendo o segundo mais votado à época. Foi líder dos ferroviários baianos, classe à qual pertencia como servidor da Rede Ferroviária Federal (antiga Leste Brasileira). Ficou no mandato até o dia 28 de abril de 1964, quando foi cassado e, posteriormente, preso pela ditadura.
ÊNIO MENDES, advogado e pecuarista, nascido em Esplanada, cumpriu seu primeiro mandato de deputado entre 1959 e 1963, pelo Partido Republicano. Conquistou sua recondução à AL nas eleições de 1963, pelo Partido Social Progressista. Em 1964, teve o mandato e os direitos políticos cassados. Voltou à luta institucional após a redemocratização e foi secretário de Segurança Pública do governo Waldir Pires.
GIOCONDO DIAS, baiano de Salvador, militar do Exército Brasileiro, foi um dos líderes do levante de 1935. Por sua bravura em combate, celebrizou-se como o "Cabo Vermelho". Foi secretário-geral do PCB e deputado constituinte eleito em 1946. Cassado em janeiro de 1948, foi o primeiro a ter seu mandato restituído pela Assembleia Legislativa, em 20 de novembro de 2013, no marco de seu centenário de nascimento.
JOSÉ LUIZ SOARES PALMEIRA, natural do Rio de Janeiro, o Padre Palmeira fundou o primeiro ginásio de Vitória da Conquista e vinculou sua trajetória política à educação. Participou da fundação da União Democrática Nacional (UDN), naquela cidade, onde elegeu-se vereador em 1954. Foi deputado estadual pelo Partido Social Trabalhista, entre 1959 e 1963, e secretário estadual de Educação no governo de Lomanto Júnior. Com o golpe de 1964, seus direitos políticos foram cassados.
LUIZ LEAL, médico natural de Salvador, foi um militante devotado às lutas democráticas e à defesa da saúde pública de qualidade. Eleito vereador em 1963, nas eleições de 1967 ficou como suplente de deputado estadual pelo MDB, assumindo o mandato em diversos períodos. Foi cassado em 1969 com base no AI-5, perdeu os direitos políticos e foi duramente perseguido. Anistiado em 1979, foi um atuante constituinte estadual, eleito pelo PMDB em 1986.
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