Moção de pesar pelo falecimento de Erenilton Bispo dos Santos, “o ícone admirado e querido pelos membros das comunidades Kétu-Nàgó, da Bahia e do Brasil”, foi apresentada pelo deputado Bira Corôa (PT). “Um dos últimos Ogáns da geração de ouro do atabaque na Bahia, Erenilton dos Santos era filho de Simpliciana Basília da Encarnação (Mãe Simplícia de Ogún do Asè Òsùmàrè) e Hilário Bispo dos Santos (o temido Hilário). A trajetória de Erenilton refl ete exatamente a figura de seus pais, que interpreto da seguinte forma: Um homem de grande fé (herança de sua mãe) e ortodoxo tradicionalista (características de seu pai)”.
Filho de Omolu foi “confi rmado na religião dos deuses africanos, pelo babalòrìsà Manuel Cerqueira de Amorim, o Pai Nezinho de Ògún da Muritiba, de quem recebeu o título supremo do culto à Òsògìyán, Elemoso. Apesar de ter sido confirmado pelo renomado sacerdote do Recôncavo, foi em Salvador, na chamada “Linha 15” o “Alto do Candomblé”, no berço da cultura africana no Brasil, que o menino Erenilton aprendeu os cânticos, toques e preceitos dos Òrìsàs, o que o tornaria futuramente, referência para Ògáns de todo o País.
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