A Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), após entendimento com a Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa, anunciou no último dia 13 que vai criar uma comissão, no município de Cruz das Almas, com os mesmos propósitos para auxiliar no avanço da interiorização da preservação da memória nacional.
Para registrar este fato, o deputado Marcelino Galo (PT), que preside a Comissão da Verdade da AL, através de uma moção de congratulações protocolada na Assembleia Legislativa, parabenizado a direção da universidade pelo anúncio de tal medida.
O petista defendeu a criação da bancada na universidade. “Embora criada após a ditadura militar, a UFRB nasceu incorporando a Escola de Agronomia da Ufba, palco de inúmeros episódios de resistência à ditadura militar e de intensa violência do Estado, que atingiu os membros de sua comunidade”.
Segundo Galo, nesta época, com a incorporação, a UFRB passou a ser responsável pela preservação da memória do período que se refere a seus servidores e estudantes. O parlamentar petista sugeriu que a universidade ajude a sistematizar os depoimentos e documentos para restabelecer a justiça e preservar a memória do país.
O reitor da instituição de ensino superior, Paulo Gabriel Nacif, confirmou a instalação da Comissão da Verdade da UFRB. “Essa comissão é um assunto em que temos uma convergência muito grande de vontades e também muitos atores dispostos a contribuir, a participar, a construir e gestar.
Há um apelo tanto do Estado quanto da sociedade civil para que o Brasil possa se reencontrar com ele mesmo e preservar a nossa memória, e as lições que tiramos dela. A UFRB tem esse compromisso de ajudar neste processo nacional, que também é o encontro com a gente mesmo, com a história da UFRB”.
TERRITÓRIOS
Para o deputado e presidente da Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa, as universidades públicas são parceiras fundamentais para a verdade, a memória e a justiça. “Poucos ambientes sofreram tanta vigilância, tanta repressão, como as universidades. Isso pode ser só o começo, podemos ter Comissões da Verdade Territoriais. As universidades são estratégicas neste processo. É preciso não repetir os erros do passado”, afirma Marcelino Galo.
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