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Assembleia lança livro sobre Hansen Bahia

Publicado em: 17/07/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

De autoria da jornalista Regina Bochicchio, a obra é a 23ª da Coleção Gente da Bahia
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“Eu nasci duas vezes e a segunda foi na Bahia”. A frase, dita por Hansen Bahia numa entrevista em 1977, descreve bem o sentimento que esta fascinante personagem nutria pela terra onde viveu por 15 anos. E é esse período da vida deste gravurista, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta, professor e soldado que é  contado no mais novo livro da Coleção Gente da Bahia, Hansen Bahia – mestre gravurista, que será lançado pela Assembleia Legislativa amanhã, no foyer do auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), em Cachoeira.
 Autora do livro, a jornalista Regina Bochicchio explica logo na introdução que não se trata de uma biografia do artista plástico alemão e tampouco tem a pretensão de analisar a sua obra, a produção de pinturas e, sobretudo, as xilogravuras – técnica que o notabilizou. “Este livro é, na verdade, um perfil do homem Hansen Bahia nos dois períodos em que viveu na Bahia – de 1955 a 1958 e de 1966 a 1978”, observou.
 Bochicchio lembra que seria preciso correr o mundo para biografar a vida de Hansen. “Isso porque Hansen Bahia, ou Karl Heinz Hansen, que nasceu aos 19 de abril de 1915, na cidade de Hamburgo, Alemanha, já tinha 40 anos de idade, maturidade artística e reconhecimento quando veio a Salvador da Bahia pela primeira vez e por aqui decidiu ficar, em 1955”.
 O livro é apresentado pelo também artista plástico Mário Cravo, que definiu Hansen como um “desses viajantes que por aqui passaram, acabaram morrendo aqui, então, deixam sua marca na terra”. E concluiu  de forma poética: “O artista é um homem como outros, mas os artistas têm sonhos incomuns. Não são vulgares. Eles deviam deixar isso escrito em vida, mas deixam o trabalho feito com o qual interagem com outros homens. Tem uns que procuram local onde se sentem bem. É difícil definir porque levam esses segredos consigo quando morrem”.
 O prefácio é de outro artista não menos conhecido e querido pelos baianos: Juarez Paraíso. “A gravura baiana deve muito a Hansen Bahia, não só como um excepcional artista gravador, mas também como professor, quando estendeu sua experiência a dezenas de jovens artistas”, escreveu Juarez. “Totalmente dedicado à xilogravura, Hansen Bahia deu uma total contribuição ao ensino desta técnica na Escola de Belas Artes da Ufba”, acrescentou ele.
 Hansen Bahia – mestre gravurista  é o 23º livro lançado pela coleção Gente da Bahia, que tem como objetivo resgatar para conhecimento das novas gerações a obra e a vida de personagens que marcaram a Bahia nos mais variados campos da ação humana, ainda que nem todos sejam baianos de nascimento como o próprio Hansen e o argentino Carybé, que abriu a série e marcou de forma indelével a cultura baiana.
 Além da Gente da Bahia, a Assembleia Legislativa já lançou outras coleções, como a que resgatou a história do Comércio (e da economia) da Bahia em seis volumes já publicados em conjunto com a Associação Comercial; a coleção Memória da Bahia em cinco volumes, três deles publicados e um em gráfica, com o Museu Eugênio Teixeira Leal; e a coleção Mestres da Literatura Baiana, conjuntamente com a Academia de Letras da Bahia.
 “O programa editorial da Assembleia se revelou uma útil ferramenta de marketing cultural, cuja execução rendeu nos últimos anos o resgate de publicações importantes fora de catálogo há décadas. Livros significativos encontráveis unicamente em bibliotecas particulares ou sebos – a preços proibitivos. Livros importantes e autores de escol foram apresentados “às novas gerações graças a esse mecanismo”, observou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT).



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