MÍDIA CENTER

Deputados saúdam Dia da Proclamação da República

Publicado em: 20/11/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Cláudia Oliveira e Delegado Deraldo Damasceno fizeram questão de apresentar moção no Legislativo
Foto:

Os 123 anos da Proclamação da República do Brasil, comemorados no dia 15 de novembro, foram registrados nos anais da Assembleia Legislativa pela deputada Cláudia Oliveira (PSD). Em moção de congratulações apresentada à Mesa Diretora da Casa, a parlamentar lembrou que a Proclamação da República foi um levante político-militar ocorrido em 1889, que instaurou a forma republicana federalista de governo no Brasil, derrubando a monarquia constitucional do Império brasileiro e, por conseguinte, pondo fim à soberania do imperador Pedro II.
"Esta é uma das datas mais importantes para a nação, já que com a crise e o desgaste da monarquia, pois o sistema monárquico não correspondia mais aos anseios da população e às necessidades sociais que estava em processo, um sistema em que houvesse mais liberdade econômica, mais democracia e menos autoritarismo era desejado por grande parte da população urbana do país", disse a deputada.
Cláudia Oliveira ainda acrescentou que a proclamação ocorreu na Praça da Aclamação (atual Praça da República), na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil.

APLAUSOS

O dia da Proclamação da República, comemorado no dia 15 de novembro, também foi aplaudido pelo deputado Delegado Deraldo Damasceno (PSL) na Assembleia Legislativa do Estado.
Para homenagear a data, o parlamentar relembrou a história da formação republicana, federativa e presidencialista do Brasil, que substituiu a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil, finda com a deposição do Imperador dom Pedro II em 1889.
Segundo historiadores, muitos foram os fatores que levaram o Império a perder o apoio de suas bases econômicas, militares e sociais. Da parte dos grupos conservadores, pelos sérios atritos com a Igreja Católica e pela perda do apoio político dos grandes fazendeiros em virtude da abolição da escravatura, ocorrida em 1888, sem a indenização dos proprietários de escravos.
Da parte dos grupos progressistas, havia a crítica de que a monarquia mantivera, até muito tarde, a escravidão no país. Os progressistas criticavam, também, a ausência de iniciativas com vistas ao desenvolvimento do país, fosse econômico, político ou social, a manutenção de um regime político de castas e o voto censitário, isto é, com base na renda anual das pessoas, a ausência de um sistema de ensino universal, os altos índices de analfabetismo e de miséria e o afastamento político do Brasil em relação a todos os outros países do continente, que eram republicanos.
A proclamação ocorreu na Praça da Aclamação (atual Praça da República), na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, quando um grupo de militares do Exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, destituiu o imperador e assumiu o poder no país. E nesse mesmo dia foi instituído um governo provisório republicano.
No dia seguinte, o major Frederico Sólon Sampaio Ribeiro entregou a D. Pedro II uma comunicação, cientificando-o da Proclamação da República e ordenando sua partida para a Europa, a fim de evitar conturbações políticas. A família imperial brasileira exilou-se na Europa, só lhes sendo permitida a sua volta ao Brasil na década de 1920.



Compartilhar: