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Arimatéia defende programa de prevenção à anemia falciforme

Publicado em: 12/11/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputado diz que programa se configurará a partir da política nacional de saúde da população negra
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O programa de prevenção e assistência às pessoas portadoras de traço falciforme ou anemia falciforme poderá ser instituído na Bahia, caso seja aprovado o Projeto de Lei n° 20.015/2012, de autoria do deputado José de Arimatéia (PRB), apresentado na Assembleia Legislativa. De acordo com o deputado, o programa se configurará a partir da política nacional de saúde da população negra desenvolvida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), propiciando a capacitação de profissionais, divulgação de informações acerca da doença para a população, tratamentos adequados e melhor qualidade de vida aos portadores da doença.
Arimatéia esclarece que a anemia falciforme é uma doença genética e hereditária, causada por anormalidade da hemoglobina dos glóbulos vermelhos do sangue que são responsáveis pela retirada do oxigênio dos pulmões e transporte para os tecidos. Esses glóbulos vermelhos perdem a forma discóide, enrijecem-se e deformam-se, tomando o formato de "foice". Assim, os glóbulos deformados nem sempre conseguem passar através de pequenos vasos, bloqueando-os e impedindo a circulação do sangue nas áreas ao redor. O resultado disso é dano ao tecido circunvizinho e provocação de dor.
O parlamentar destaca que a doença falciforme é uma das doenças hereditárias mais comuns no Brasil. Ela afeta principalmente a população negra. Arimatéia salienta que desde a descrição da anemia falciforme até a última década, muito pouco podia se fazer para melhorar as condições de vida dos pacientes, estando estes destinados a sofrer diversas intercorrências e a apresentar uma baixa expectativa de vida.

AVANÇO

Entretanto, com vários avanços ocorridos na citogenética e no diagnóstico, como também no tratamento de suas complicações, além das recentes pesquisas em busca de drogas capazes de reduzir a falcilização das hemáceas e de tratamentos curativos, como o transplante de medula óssea, acredita-se que num futuro próximo será possível o paciente com anemia falciforme ter uma vida normal.
"Cabe aos médicos, por enquanto, independente da especialidade, saber diagnosticar e também tratar adequadamente esses pacientes, de modo a permitir que eles vivam com menos complicações, enquanto se busca um tratamento definitivo para a doença", afirmou o deputado, que defende a aprovação do seu pleito, a fim de garantir, através de uma política pública, o benefício para esta parcela da população que sofre de anemia falciforme.



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