O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Benedito Barbosa Gomes, foi indicado pelo deputado Luciano Simões (PMDB) para receber o título honorífico de cidadão baiano. O parlamentar apresentou o projeto de resolução com a indicação da homenagem para ser apreciado pelo plenário da Assembleia Legislativa e, após aprovação, seguirá o protocolo, sendo concedido o título ao homenageado, em sessão especial a ser agendada.
O homenageado nasceu em Paracatu, estado de Minas Gerais, onde fez os estudos primários no Grupo Escolar Serafim Gomes Jardim e no Colégio Estadual Antonio Carlos. Cursou o segundo grau no Colégio Elefante Branco, em Brasília. Fez também estudos complementares de línguas estrangeiras no Brasil, na Inglaterra, Estados Unidos, Áustria e na Alemanha. Até chegar ao STF, exerceu vários cargos na administração pública federal, dentre eles foi membro do Ministério Público Federal e oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores, servindo na embaixada do Brasil em Helsinque, na Finlândia.
O currículo acadêmico do ministro é igualmente vasto, como destaca o deputado proponente da concessão do título. "Paralelamente ao exercício de cargos no serviço público, manteve estreitas ligações com o mundo acadêmico", disse Luciano Simões. Além de doutor e mestre em direito público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas), onde cumpriu extenso programa de doutoramento, o qual resultou na obtenção de três diplomas de pós graduação, Joaquim Barbosa é autor das obras "La Cour Supême das le Systéme Politique Brésilien", publicada na França, em 1994, e "Ação Afirmativa e Princípio Constitucional da Igualdade", e outros inúmeros artigos.
Luciano também ressalta a participação do ministro Joaquim Barbosa no julgamento do "mensalão", o qual atuou como relator e defendeu a aceitação das denúncias contra os réus. O episódio conferiu destaque nacional ao ministro por reverter um fato histórico de o STF, desde sua criação em 1824, nunca ter condenado nenhum político.
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