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Gilberto quer psicólogo para filho de presidiários

Publicado em: 06/11/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputado disse que há crianças e adolescentes que são tão "penalizados" quanto seus pais
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O deputado Coronel Gilberto Santana (PTN) apresentou indicação, na Assembleia Legislativa, para que o governador Jaques Wagner crie política de atendimento psicológico direcionada aos filhos dos presidiários na Bahia. "É previsto que os filhos dos presidiários, sob regime de abrigo ou não, mantenham uma referência de sua família e até um vínculo se possível, o que não se vê nos estabelecimentos prisionais por motivos inerentes à própria infraestrutura do local e do sistema carcerário", justificou o deputado, destacando que as crianças carecem de um atendimento profissional e específico para tratar de questões como o preconceito, a estigmatização social, a elevação da autoestima e outros de natureza íntima, de modo que possam tornar-se cidadãos plenos.
De acordo com pesquisas e relatos, há crianças e adolescentes que são tão "penalizados" quanto seus pais. Isso acarreta numa formação educacional e de personalidade, estigmatizada e sofredora de preconceitos diante de toda a sociedade. Até mesmo os menores colocados para a adoção sentem o peso das escolhas de seus genitores. Os artigos 7º, 86º e 87º do Estatuto da Criança e do Adolescente elucidam a necessidade de medidas protetivas aos desassistidos. "Estes artigos em especial destacam a possibilidade de parceria entre os entes (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) em prol da aplicação articulada de tais medidas, além de destacar que se trata de linha de atendimento o serviço psicossocial para as vítimas de condutas que venham a ferir a incolumidade física e psicológica dos menores."
Se esta política for implementada, vai acarretar numa mudança significativa no quadro social deste grupo na nossa sociedade, porque a indicação engloba todos os indivíduos sob custódia do Estado, seja para aguardar julgamento em prisão preventiva, cautela, ou já em execução de pena por delitos de natureza civil ou militar.



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