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Obstáculos à perfuração de poços e irrigação preocupam deputados

Publicado em: 19/09/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Presidente da comissão, deputado Luiz Augusto, ouviu queixas contra a Cerb, Embasa e bancos
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As queixas contra a burocracia do sistema bancário para financiamento das dívidas dos agricultores e também contra a Empresa Baiana de Águas e Sanemento S.A. (Embasa) e a Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb), que vêm dificultando a perfuração e instalação de poços artesianos na região sudoeste do estado, voltaram a ser destaque na Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Luiz Augusto (PP).
Na reunião ordinária de ontem pela manhã, o deputado João Bonfim (PDT) demonstrou uma preocupação muito grande pela situação, que prejudica, principalmente, os pequenos agricultores, arrasados financeiramente com a maior estiagem das últimas décadas na Bahia, pois a burocracia vai se agravar ainda mais com a greve dos bancários, deflagrada nacionalmente.
Luiz Augusto, por sua vez, reclamou também do obstáculo existente para entrega de um milhão e duzentas mil toneladas de milho (subsidiados) na região de Guanambi, que deveriam ser plantados neste momento, antes das fortes chuvas, e por questão de acordo no pagamento do transporte, está sem solução, prejudicando dezenas de agricultores da região.
O pedetista João Bonfim cobra uma definição sobre o atraso na instalação dos poços, pois alguns já estão inclusive perfurados e a burocracia é tão grande que não se define se a culpa é do Ministério da Integração ou da própria Cerb.
"A cobrança é muito grande das comunidades. Ninguém suporta mais a seca. A demanda ´é muito grande e a Cerb fica protelando esta situação vexatória. Vocês não podem imaginar a ansiedade das pessoas pela água para consumo humano, pelo menos, pois os animais continuam desaparecendo."
O deputado destaca o conflito existente na barragem do distrito de Cristalândia, onde a Embasa não libera água para as comunidades que residem nas proximidades da mesma, alegando que a água colhida (ainda de maneira bruta) necessita de tratamento, mas as pessoas conseguem através de um mecanismo chamado de " chupa cabra" ter acesso a esta água, injetando o mesmo no lugar da Ventosa (sistema que impede a entrada de água na tubulação).
Os municípios de Brumado, Caetité, Mortugaba, Riacho de Santana, Boquira, Bom Jesus da Lapa, entre outros, estão atravessando a maior da seca desde a existência dos mesmos, segundo João Bonfim. No final da reunião, o presidente do colegiado sugeriu que esses problemas sejam levados ao governador do Estado, pois, em Guanambi, a população já não suporta mais, principalmente a morosidade da Embasa:
"Eu considero a Embasa a empresa mais morosa do mundo. É o cúmulo da morosidade; a população de Guanambi já não aguenta mais e agora até as ruas da sede estão esburacadas por causa de problemas de esgotos. Temos que cobrar do governador, pois infelizmente a Embasa não resolve", concluiu o presidente da comissão



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