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Sidelvan reitera sua indicação contra uso de álcool ao volante

Publicado em: 30/08/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

O aumento do número de acidentes com mortes causados pela embriaguez preocupa o deputado
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A morte da estudante de arquitetura Milla Laís Galvão Nascimento, 18 anos, na madrugada do último domingo, em Ondina, trouxe à baila uma velha discussão sobre a combinação perigosa entre álcool e volante. De acordo com dados divulgados pela Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador), de janeiro a julho deste ano, foram registradas 149 mortes. Referente ao mesmo período do ano passado, foram 124, demonstrando um aumento de mais de 20% do número de óbitos.
Preocupado com o número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito na capital baiana, o deputado Sidelvan Nóbrega (PRB) voltou a reforçar a importância da criação de uma campanha de conscientização do uso excessivo de bebidas alcoólicas.
No início do ano, o parlamentar apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia uma indicação à presidente Dilma Rousseff, sugerindo a chefe de governo para que determine aos fabricantes e importadores de bebidas alcoólicas a inclusão de imagens impactantes e frases de alerta sobre os problemas causados pelo consumo excessivo de álcool nos rótulos dos seus produtos.
Segundo o autor da indicação, as ações governamentais auxiliam na redução dos danos causados pelo uso abusivo do álcool. "As mortes decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas exigem a cada dia novas estratégias governamentais para aplicação de uma política pública enérgica e abrangente, a fim de reduzir os danos sociais e à saúde", explicou o parlamentar.

ESTATÍSTICA

De acordo com informações publicadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2008, 22 bilhões de mortes ocorridas nas rodovias federais brasileiras foram provocadas pela ingestão exagerada do álcool. Entretanto, não é só o trânsito que sofre com as consequências do consumo excessivo da bebida. Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em 108 cidades brasileiras diagnosticou que em 49,8% dos casos de violência doméstica, os autores da agressão estavam embriagados, o que comprova a necessidade de implantação de um programa de prevenção e controle para o consumo excessivo de bebidas.



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