"Será obrigatória a presença de profissionais de odontologia nas unidades de saúde pública do Estado que tenham pacientes internados. Nas unidades de terapia intensiva, ele deverá ser um cirurgião-dentista." Esta é a proposta do deputado Marcelino Galo, detalhada em projeto de lei que apresentou à Assembleia Legislativa. No documento, ele argumenta que "a presença e a inserção do cirurgião- -dentista na equipe multiprofissional de atendimento em unidades de saúde pública que tenham pacientes internados contribuem para minimizar o risco de infecção, melhorar a qualidade de vida e reduzir o tempo de internação, além de promover um atendimento completo ao paciente".
A proposta, esclarece, não é de realizar "tratamento odontológico curativo-restaurador estético", mas, sim, promover o saneamento emergencial da cavidade bucal, "visando a diminuir o número de micro-organismos presentes na boca, sem falar dos cuidados com as rachaduras nos lábios, ressecamento bucal e das dificuldades de alimentação com importante prejuízo ao restabelecimento dos pacientes". As unidades de saúde, adianta Galo, "vão ganhar muito com o aumento da sua capacidade hospitalar, uma vez que o tempo de internação será diminuído e atenderão a muito mais pessoas, salvarão muito mais vidas".
CUIDADOS ESPECIAIS
Na análise do deputado, os pacientes internados nas unidades de terapia intensiva – UTIs – inspiram cuidados especiais da equipe multiprofissional para tratar dos problemas de saúde que os levaram a dar entrada no hospital e também para evitar infecções sistêmicas, ou seja, em outros órgãos, como infecções respiratórias, urinárias, endocardite infecciosa, entre outras.
"Ao longo dos anos, a evolução da odontologia vem proporcionando um melhor entendimento da etiopatogenia das doenças bucais e o interesse pelos efeitos sistêmicos dessas patologias tem se tornado cada vez mais objeto de estudo", disse.
Segundo o deputado, "é comprovado que a presença de cirurgião-dentista, nas equipes multiprofissionais das UTIs melhora a qualidade de sobrevida dos pacientes, reduz o risco de contrair infecções, reduz o tempo de internação e os custos hospitalares, racionaliza o uso de antibióticos e medicações, proporciona a redução da necessidade de exames complementares e melhora de forma significativa a assistência ao paciente internado".
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