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Morte de dom Eugênio Sales consterna Yulo

Publicado em: 18/07/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Petista afirmou que o religioso deixou um grande exemplo de fé, zelo pastoral e solidariedade
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O deputado Yulo Oiticica (PT) apresentou moção de pesar na Assembleia Legislativa pelo falecimento de dom Eugênio de Araújo Sales, arcebispo emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Após 91 anos de dedicação à vida religiosa, dom Eugênio faleceu no último dia 9 de julho, devido a um infarto enquanto dormia, em sua residência no bairro de Sumaré, no Rio de Janeiro. Nascido em Acari, no Rio Grande do Norte, em 8 de novembro de 1920, dom Eugênio ingressou no Seminário Menor muito jovem, aos 16 anos de idade. Ordenou-se sacerdote em 21 de novembro de 1943 e, logo em seguida, passou a exercer seu ministério como coadjutor na Paróquia Nova Cruz e capelão do Colégio Nossa Senhora do Carmo.

Em 1944, foi transferido para Natal e designado capelão do Colégio Marista, diretor Es-piritual e professor do Seminário São Pedro. Em 1o de junho de 1954, recebeu a nomeação de auxiliar da Arquidiocese de Natal e, posteriormente, administrador Apostólico, função que exerceu até 1964. Nesse mesmo ano, foi para a sede da Arquidiocese de Salvador, tomando posse no Palácio da Sé e permanecendo no governo das duas dioceses até a posse de seu sucessor em Natal.

"A Arquidiocese de Salvador tem muito a agradecer a dom Eugênio Sales pelos sete anos de serviço dedicado a essa igreja em particular. Seu legado pela Bahia deixou um grande exemplo de fé, zelo pastoral e solidariedade. Aqui, dom Eugênio construiu o Centro de Treinamento de Líderes, em Itapuã e Itaparica, objetivando a realização de encontros, retiros e cursos de atualização pastoral para bispos, padres, religiosos e leigos. Além disso, muitas paróquias foram criadas durante o seu governo, uma expressividade de preocupação com a evangelização de todas as comunidades", destacou Yulo.

O deputado afirma ainda que a trajetória de dom Eugênio Sales foi marcada por uma grande preocupação com a questão social e a evangelização, buscando sempre a valorização e inserção do leigo nestes espaços, fato comprovado pela atuação junto às Comunidades Eclesiais de Base e a fundação da Campanha da Fraternidade. Yulo Oiticica acrescenta que, também na Arquidiocese de Salvador, o cardeal realizou inúmeros trabalhos relacionados à promoção humana. "Na luta constante por justiça social, dom Eugênio saiu em defesa dos perseguidos políticos de toda a América Latina, ajudando-os materialmente e tornando-se a sua voz junto às autoridades, que lhe tinham muito respeito devido às suas posições claras", explica o petista.



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