Apesar de estar em período de recesso parlamentar, a deputada Maria del Carmem (PT), presidente da Subcomissão de Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa, realizou audiência pública para discutir a provisão de serviços, bens e políticas públicas em empreendimentos de habitação de interesse social localizados em Salvador. O evento reuniu representantes de condomínios criados pelo programa Minha Casa Minha Vida e representantes de órgãos públicos.
A oportunidade da audiência se revelou, segundo a parlamentar, devido às demandas de moradores durante o seminário, em abril, também promovido pela subcomissão, que discutiu a sustentabilidade dessas novas habitações, assim como avaliou as condições da pós-ocupação. "Não podemos esquecer o avanço e a importância do programa Minha Casa Minha Vida", disse a petista, acrescentando que eventos como o seminário e a audiência têm o objetivo de promover correções de rota no que não está satisfatório. Ela lembrou ainda que "a municipalidade tem que cumprir seu papel."
Presente à reunião, Idelmário Proença, coordenador do Movimento Sem-Teto Salvador, listou uma série de dificuldades que os beneficiários do programa habitacional vem enfrentando. Para ele, faltam escolas e postos de saúde próximos, o sistema de transporte é deficitário e faltam oportunidades de renda nas localidades, o que termina fazendo com que o morador termine abandonando sua casa ou seja presa fácil de especuladores. Proença, no entanto, defendeu que o momento é de reivindicar melhorias às autoridades e negociar. "Se não tivermos êxito, aí sim é o momento de ações mais radicais", disse, pedindo que "não sejam colocados os carros à frente dos bois". Todos os síndicos presentes ocuparam lugar na mesa e tiveram oportunidade de relatar os problemas específicos de cada realidade.
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