A deputada Fátima Nunes apresentou na Assembleia Legislativa moção de pesar pelo falecimento do ex-cardeal dom Eugênio Sales, ocorrido no dia 9 de julho. Após anos de dedicação à vida religiosa, dom Eugênio faleceu devido a um infarto enquanto dormia, em sua residência no bairro de Sumaré, no Rio de Janeiro.
Com a comoção nacional, sua história foi compartilhada em todo o mundo, tendo início aos vinte anos, quando foi ordenado sacerdote pelas mãos de dom Marcolino Esmeraldo de Sousa Dantas, bispo de Natal. Em 1962, foi nomeado administrador apostólico de Natal, função que exerceu por dois anos. Já em 1968, recebeu o título de arcebispo de Salvador, na Bahia, por decisão do papa Paulo VI. Em 1969, entre o final de abril e início de maio, dom Eugênio tornou-se cardeal.
"Nunca é demais lembrar que dom Eugênio Sales foi um grande defensor da anistia aos presos políticos durante a ditadura militar, na década de 70. Ainda nessa época, apesar de ser considerado um conservador, o cardeal conquistou a simpatia e confiança de vários militantes da esquerda que viviam na condição de presos políticos", enfatiza a deputada Fátima Nunes. Para a parlamentar, todo seu engajamento nas negociações entre os militantes e as autoridades na época da ditadura militar foi de grande importância na consolidação da democracia no nosso país.
"Com esta moção, prestamos, com grande satisfação, modesta homenagem a este valoroso homem, que certamente deixa grandes e profundas lembranças. Ao tempo em que prestamos solidariedade aos seus familiares nesse momento de infortúnio", concluiu Fátima Nunes.
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