Moção contrária à "ruptura da ordem democrática no Paraguai que culminou com o impeachment do presidente da República Fernando Lugo", ocorrido em 22 de junho, foi encaminhada à Assembleia Legislativa pelo deputado comunista Álvaro Gomes. "O mundo foi surpreendido com a notícia da deposição do presidente paraguaio. Rito sumário teria tramitado na Câmara Alta local, o Senado, num tempo recorde de pouco mais de 30 horas", espanta-se Gomes para quem, "também relâmpago foi a posse do vice-presidente. Uma hora e meia depois, Federico Franco foi empossado como novo mandatário do Palácio Los López. Não menos instantânea foi a reação dos chefes de Estado dos países do Cone Sul."
O Brasil foi um dos países que, segundo o deputado, condenaram a quebra da ordem institucional. "Cabe ressaltar ainda que o presidente deposto foi eleito num legítimo processo eleitoral, sob os olhos atentos dos organismos internacionais, e desfruta do apoio da esmagadora maioria do povo paraguaio", garante o parlamentar baiano, que alerta: "A América do Sul não pode sofrer um revés político. É inadmissível que o continente retorne à triste condição de republiquetas de banana, como um dia já foi chamado, formado por nações governadas por chefetes ‘legitimados’ por golpes de Estado."
Na análise política de Álvaro Gomes, "o continente Sul-Americano, na atualidade, exerce relevante papel na geografia política internacional, bem como na conjuntura econômica. Por isso, a sua estabilidade política, econômica e social é essencial para o equilíbrio da balança mundial". Diante desse quadro, reforça o parlamentar, "os integrantes do Mercado Comum do Cone Sul já pediram a suspensão da participação do Paraguai na Reunião de Cúpula do Mercosul. Juntamente com outros membros na Unasul – a União das Nações Sul-Americanas –, os líderes do continente discutem a viabilidade da adoção de sanções econômicas contra o governo de Assunção."
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