MÍDIA CENTER

Petista propõe criação de prêmio para valorizar a música baiana

Publicado em: 27/06/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Luiza Maia apresentou projeto de lei que homenageia o cantor e compositor Ederaldo Gentil
Foto:

A criação do 'Prêmio Ederaldo Gentil de Valorização da Música Baiana' foi sugerida pela deputada Luiza Maia (PT), que apresentou, na Assembleia Legislativa, o projeto de lei n° 19.848/2012. O documento dispõe sobre a instituição do prêmio que agraciará, anualmente, as dez melhores músicas produzidas na Bahia, sendo a escolha feita pela Secretaria de Cultura do Estado, através do Conselho de Cultura. 'A presente proposição, idealizada pelo professor Jaime Sodré, vem no sentido de premiar as melhores músicas e homenagear um dos maiores ícones da música popular brasileira', destacou a parlamentar.

Luiza salienta a biografia de Ederaldo Gentil, cantor e compositor que nasceu no dia 7 de setembro de 1943, no Largo Dois de Julho, tradicional bairro do centro da capital baiana. Começou cedo o gosto pelo Carnaval, acompanhando o pai nos bailes à fantasia que eram realizados nos clubes da cidade. A sua facilidade em tocar instrumentos logo despertou a atenção dos mais velhos sambistas, entre eles, Arnaldo Silva, presidente da Escola de Samba Filhos do Tororó, que lhe deu o primeiro incentivo para entrar no mundo do samba. Assim, ainda adolescente, Ederaldo começou a elaborar as suas primeiras composições, participando ativamente da ala dos compositores.

Em 1977, já consagrado na mídia, Ederaldo Gentil retorna a Salvador, após uma temporada em São Paulo e protagoniza o célebre show 'O Samba Nasceu na Bahia', ao lado de Edil Pacheco, Batatinha, Riachão, Nelson Rufino, Walmir Lima e outros. Em 1999, com o apoio da Companhia Petroquímica do Nordeste (Copene) e do Fazcultura, produziu com Edil Pacheco o CD 'Pérolas Finas', que traz do seu repertório músicas como 'Saudade me Mata', 'Rose', 'Barraco' e 'Identidade', e as participações especiais de João Nogueira, Carlinhos Brown, Elza Soares, Beth Carvalho e Gilberto Gil.

Entretanto, Luiza destaca que os anos 90 foram terríveis para os artistas tradicionais do samba baiano. 'A invasão do fenômeno batizado primeiramente de fricote e, mais tarde, indevidamente, de axé music, é a pá de cal para a música de Ederaldo Gentil e outros da mesma linha', afirmou a petista, acrescentando que tudo isso, associado à falta de incentivo do poder público, contribuiu decisivamente para que Ederaldo se afastasse de vez do mundo artístico. Assim, em 30 de março de 2012, a Bahia perde Ederaldo Gentil, aos 68 anos de idade, vítima de infecção generalizada. Para a deputada, este é o momento de retribuir todo o legado imortal deixado pelo mestre para o samba baiano, sendo este prêmio que levará o seu nome uma forma de fazê-lo, já que o mesmo primará pela qualidade de letra, melodia e harmonia, pilares preconizados pelo artista para a composição de uma boa música.



Compartilhar: