A Comissão de Segurança Pública e Direitos Humanos promoveu ontem mais uma audiência pública sobre a segurança dos taxistas na Bahia. O primeiro encontro aconteceu no último dia 11, quando as denúncias dos taxistas foram ouvidas pela comissão, que preparou um relatório com sugestões que foi enviado para os órgãos públicos responsáveis pelo tema. A sessão foi aberta pelo presidente do colegiado, deputado Temóteo Brito (PSD), que formou a mesa dos trabalhos e em seguida declarou que é preciso apoiar o segmento dos taxistas. "É necessário que se crie condições de trabalho para esses trabalhadores, que são o principal receptivo de turistas de Salvador", afirmou o deputado.
A audiência pública contou com a presença dos deputados estaduais Capitão Tadeu (PSB), Deraldo Damasceno (PSL), Pastor Sargento Isidório (PSB), Yulo Oiticica (PT), Maria del Carmem (PT), representantes das secretarias de Segurança Pública e de Turismo, do Ministério Público, Infraero e empresários e motoristas de táxis. O presidente Temóteo Brito passou a condução dos trabalhos para o deputado Capitão Tadeu, que deu início às audições.
O presidente da Taxi Coometas, Vicente Barreto, afirmou que o aumento de veículos clandestinos operando como táxis em Salvador, principalmente no aeroporto, rodoviária e supermercados, tem causado situações de insegurança, tanto em relação aos taxistas regularizados quanto aos passageiros. Ele contou que já recebeu uma ameaça de morte de um motorista clandestino dentro do aeroporto. "Ele me disse que sabia onde eu morava e que eu tinha família, que não era para eu tirar onda de herói", afirmou Vicente Barreto.
Concentrando-se nas ocorrências verificadas no aeroporto, o empresário afirmou que existe conivência com a ação dos clandestinos por medo de retaliação. A situação foi reiterada pelo presidente da Taxi Comtas, Helenil Fernandes, que entregou um CD com imagens da atuação de clandestinos para a comissão e disse que o problema não é só da Bahia, mas que outros estados atuaram de forma efetiva para resolver o problema. "Não creio que seja uma questão de descaso, mas de falta de sintonia entre as autoridades", afirmou Fernandes.
O superintendente Regional da Infraero, José Cassiano Ferreira, afirmou que os funcionários do órgão no aeroporto de Salvador também estão sendo ameaçados por clandestinos, alguns de arma em punho. Ele disse que problema semelhante estava acontecendo há cinco anos e que uma ação conjunta da Infraero, Polícia Militar e o órgão fiscalizador da prefeitura conseguiu sanar o problema. "A Infraero está à disposição para resolver esse problema. No próximo més de julho, temos a expectativa de receber cerca de 1 milhão de passageiros no aeroporto de Salvador e não podemos deixar passar mais tempo para resolver essa questão", disse.
Ao final da audiência, Capitão Tadeu fez o encaminhamento de duas propostas, que foram aceitas pelo colegiado. Para a sessão da comissão do próximo dia 28, foi combinado que seria apresentada a minuta de um convênio entre a PM e a Transalvador para aumentar o efetivo de fiscais de trânsito e a criação de uma força-tarefa composta pela PM, Transalvador e Infraero para agir imediatamente no aeroporto. "Nesse período, vamos encontrar um denominador comum e produzir um documento para que as partes interessadas saiam da inércia e que possamos mitigar ao máximo o problema", afirmou Capitão Tadeu.
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