MÍDIA CENTER

Audiência pública marca na AL os 10 anos do CrediBahia

Publicado em: 19/06/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Os trabalhos foram presididos pelo proponente do encontro, deputado Fabrício Falcão (PCdoB)
Foto:

O perfil do público beneficiário do CrediBahia (Programa de Microcrédito do governo do Estado), parte de estudo desenvolvido pelo Observatório do Trabalho, foi apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia, na manhã da última sexta-feira, durante audiência pública que celebrou o aniversário de 10 anos do CrediBahia. O proponente do encontro, deputado estadual Fabrício Falcão (PCdoB), presidiu os trabalhos e pregou o incentivo à difusão do programa. "Esse é um momento importante em que celebramos o aniversário de 10 anos do CrediBahia, uma ferramenta que ajuda tantos baianos a ter renda. Temos que trabalhar para fortalecer ele ainda mais", declarou.
A sessão também marcou o encerramento do VIII Encontro de Agentes de Crédito, que reuniu 150 agentes de crédito em Salvador, desde a última quarta-feira (13). O CrediBahia tem em sua carteira de crédito mais de 92 mil contratos efetivados em toda a Bahia, totalizando R$ 143 milhões financiados. Presente em 164 municípios dos 26 territórios de identidade do Estado, o CrediBahia é coordenado pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), dentro do programa Vida Melhor, em parceria com Desenbahia, Sebrae e prefeituras.
O presidente interino da Desenbahia, José Ricardo Santos, explicou porque o programa é tão importante para a população baiana. "O CrediBahia é voltado para pequenos empreendedores, donos de negócios que têm dificuldade de acesso ao crédito formal e, por isso, muitas vezes, não conseguem se manter. O CrediBahia é a ferramenta que vem acabar com este problema", explicou.
Já o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos, elogiou a pesquisa e chamou atenção para um dado em especial: menos de 1% dos beneficiá­rios do CrediBahia exercem uma atividade formal. "É preciso se formalizar para garantir uma aposentadoria, um auxílio no caso de uma doença, entre outros benefícios", explicou.
Outro dado que chamou atenção no estudo foi a porcentagem de mulheres presentes entre os beneficiários: 61%. "Esse fenômeno talvez seja resultado da dificuldade de colocação no mercado de trabalho formal. Quando elas não conseguem um emprego, recorrem a negócios próprios, até porque eles muitas vezes não as impossibilitam de desenvolver outras atividades", explicou a técnica Renata Belzunces, do Dieese, órgão que tem parceria com a Setre para desenvolvimento das ações do Observatório do Trabalho.
Também participou do encontro a funcionária da Diretoria Operacional do Sebrae, Adriana Pereira, representando o diretor operacional do órgão, Lauro Ramos.



Compartilhar: