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Cooperativismo é considerado um meio de superar obstáculos

Publicado em: 15/06/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Sessão especial proposta por Neusa Cadore debateu a produção democrática e solidária
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O ano de 2012 foi escolhido pela ONU para ser o Ano Internacional das Cooperativismo. Para celebrar a data, a Assembleia Legislativa promoveu ontem a sessão especial "Cooperativas Constroem um Mundo Melhor", evento proposto pela deputada estadual Neusa Cadore (PT), que presidiu a Sessão. A deputada afirmou que o cooperativismo pode ser a chave para a superação de obstáculos que impedem o Brasil de ser uma nação plena em desenvolvimento e justiça social "E vencer a fome é o principal deles", ressaltou Neusa Cadore.
A sessão especial contou com a presença do secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Nilton Vasconcelos, e representantes de associações e organizações do segmento de todo o estado. O cooperativismo é uma forma de organização que tem como diferencial promover o desenvolvimento econômico e o bem-estar social simultaneamente. Baseado na união de pessoas, sendo este o seu maior capital.
O cooperativismo é um modelo socioeconômico com referencias de participação democrática, solidariedade, independência e autonomia, que busca a prosperidade conjunta e não a individual. Por sua natureza e particularidades, alia o economicamente viável ao ecologicamente correto e socialmente justo. "O cooperativismo pode construir um mundo melhor. Podemos somar as forças das diferentes experiências que estão em andamento e esta força que o mundo precisa atualmente", afirmou a deputada, ressaltando que o cooperativismo tem especial importância para os segmentos historicamente esquecidos como as mulheres, negros e comunidades tradicionais
Neusa Cadore afirmou que a Bahia tem o compromisso com a construção desse novo modelo de desenvolvimento e se destaca pelas leis estaduais aprovadas nos últimos anos: a Lei do Cooperativismo, da Segurança Alimentar, de Apoio às Escolas Famílias Agrícolas e da Política de Economia Solidária. "Essas legislações foram elaboradas com apoio da sociedade civil, respaldadas nas experiências concretas do povo e com o objetivo de transformas as suas vidas", declarou.
O presidente do sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (O-CEB/SESCOOP_BA), Cergio Tecchio, disse que a cada ano a Organização das Nações Unidas (ONU) elege um tema universal com o objetivo que ele seja discutido em todo mundo. "O cooperativismo ser escolhido pela ONU como o tema de 2012 não é sem propósito. Cerca de 100 países possuem sistemas de cooperativas que demonstram que este é um tema que perpassa diversos sistemas políticos e de governo", afirmou.
Segundo Cergio, o principal desafio que enfrenta os cooperados baianos e fazer com que a lei que já existe seja cumprida. "A lei trouxe vários avanços que não estão ainda à disposição das pessoas. A lei precisa ser executável e é nosso compromisso cobrar do Estado para que isso seja realizado", disse.
Já o representante do Unicafes Bahia (União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária), Libanilso Braga, agradeceu a oportunidade de divulgação que a Assembleia Legislativa deu ao cooperativismo baiano com a Sessão Especial sobre o tema. Ele disse que o segmento é construído a cada dia e elogiou Neusa Cadore pela relatoria do projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa afirmando que ela teve a sensibilidade de conciliar as diversas peculiaridades e interesses do cooperativismo.
Libanilso afirmou que o cooperativismo é outra forma de conviver em sociedade fugindo do modelo capitalista excludente. Ele reiterou que a lei aprovada na Assembleia é inovadora e também cobrou a regulamentação de alguns entraves burocráticos que atrapalham principalmente as pequenas cooperativas com pouco capital. Ele também cobrou do governo ações para a convivência com a seca "Precisamos de ações estruturantes e não paliativos. Medidas para melhorar de verdade a vida no campo", completou.
O secretário Nilton Vasconcelos também elogiou a iniciativa da AL, afirmando que o cooperativismo é composto por um mosaico de diversidades, dilemas e soluções específicas. Ele informou que a Bahia possui cerca de mil cooperativas e que além de tradicionalmente estarem localizadas no meio rural, as cooperativas também estão se espalhando por outras áreas do mercado. "Precisamos ter uma visão mais precisa do que é o cooperativismo na Bahia", afirmou o secretário, informando que será lançada em julho um catálogo com todas as organizações do estado.
Participaram também da solenidade os deputados estaduais Carlos Brasileiro (PT), Fátima Nunes (PT) e João Bonfim (PDT).



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