Diante de um plenário repleto de autoridades, amigos e colaboradores, o ex-governador Roberto Santos recebeu do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, a Comenda Dois de Julho que a Casa lhe outorgou em reconhecimento aos inúmeros serviços prestados à Bahia e aos baianos nos elevados postos que ocupou na academia e na vida pública. O ex-governador da Bahia foi aplaudido de pé ao ingressar na sala das sessões, às 10h23, acompanhado da comissão suprapartidária especialmente constituída para acompanhá-lo do Salão Nobre ao plenário Orlando Spínola.
Antes do discurso de saudação ao homenageado, os presentes acompanharam a cantora Will Carvalho na execução do Hino Nacional brasileiro e o deputado Marcelo Nilo agradeceu a seus pares na Mesa Diretora da Casa que receberam, por unanimidade, a indicação do nome do professor Roberto Santos para receber a comenda, a mais alta condecoração da Assembleia Legislativa. Igualmente agradeceu aos líderes Zé Neto (PT) e Paulo Azi (DEM), bem como às demais lideranças partidárias, o acordo que possibilitou a transformação da sessão ordinária de ontem numa especial e solene, para a entrega da honraria.
HOMENAGEM
A representativa sessão teve vários momentos de emoção. Em especial quando mencionada pelo presidente Marcelo Nilo, em seu discurso de saudação, frase do poeta e pensador inglês, John Donne – "nenhum homem é uma ilha isolada" – para lembrar a ausência de dona Maria Amélia, recentemente falecida, "uma dama e companheira inseparável na construção de uma família admirável". O presidente do Legislativo registrou ainda o paralelismo raro existente nas vidas do professor Roberto Santos e de seu pai, o reitor Edgard Santos. Ambos médicos, formados pela Faculdade de Medicina da Bahia, professores catedráticos e reitores da Universidade Federal da Bahia, presidentes do Conselho Federal de Educação e ministros de Estado. Portanto, intelectuais públicos.
Ombrearam-se, frisou o deputado Marcelo Nilo, que lembrou a coincidência do pai ter construído o Hospital das Clínicas, que hoje leva o seu nome, e o filho ter construído o hospital de referência em Salvador, a que a Assembleia Legislativa deu o nome de Hospital Roberto Santos – as duas maiores obras do século passado referentes à saúde pública, enfatizou. O presidente da Assembleia discorreu sobre os inúmeros e elevados cargos galgados pelo homenageado, suas obras principais, condecorações e publicações científicas, mas destacou o exemplo que deixa como legado para todos que ingressaram na vida pública, de decência, caráter e dignidade pessoal e pública, bem como de coerência, sobriedade, discrição e competência.
No discurso de agradecimento, o professor Roberto Santos manifestou a sua alegria em retornar à Assembleia Legislativa da Bahia, onde compareceu no exercício do cargo de governador e aproveitou para agradecer a colaboração que recebeu do conjunto do parlamento e, em especial, dos deputados Honorato Viana, Renan Baleeiro e Clemenceau Teixeira, que ocuparam os cargos de presidente e líder do governo à época. Em seguida, explicou as linhas que nortearam a sua gestão, calcadas no binômico educação-saúde, e louvou a competência e a qualidade da equipe de auxiliares.
O deputado Marcelo Nilo convidou as filhas do ex-governador, Cristiana, Maria Carmen e Anneliese, para – junto com os representantes dos blocos da maioria e da minoria, deputados Carlos Brasileiro (PT) e Carlos Geílson (PTN) –, o secundarem na entrega da Comenda Dois de Julho. Foi outro momento em que os presentes aplaudiram de pé o professor Roberto Santos.
Em seguida, o ex-governador fez um breve resumo do operoso quatriênio da sua administração, listando as obras principais, e apontando a presença dos secretários ou dirigentes de órgãos encarregados de cada segmento. A quase totalidade presente na sessão solene, tendo registrado o falecimento de alguns dos seus colaboradores. O professor Roberto Santos agradeceu a generosidade dos deputados da Bahia pela aprovação da Comenda Dois de Julho e reafirmou seus compromissos para com a busca do progresso com justiça social. O final dos trabalhos aconteceu ao som da imortal Aquarela do Brasil, cantada por Will Carvalho. O professor Roberto Santos recebeu os cumprimentos durante mais de uma hora antes de se retirar, pouco antes das 13h.
REDES SOCIAIS