Dez deputados estaduais integrantes das comissões especiais da Fiol e do Porto Sul e da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente recepcionaram o secretário dos Portos, Cláudio Costa, que acompanhou a visita que executivos e empresários ligados à extração mineral fizeram ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo. Destaque para Felix Vulius, presidente mundial da Eurasian Natural Resources Corporation, sócio da Bahia Mineração num mega projeto na região de Caetité e Guanambi. O presidente dessa empresa, José Viveiros, e o diretor de Relações Institucionais, Frederico Souza – que atuou como intérprete – secundaram Felix Vulius, que saía de uma audiência com o governador Jaques Wagner.
Os empresários traçaram um rápido panorama dos entraves ainda existentes para o início pleno do empreendimento, agradeceram o suporte que têm recebido da Casa, em especial das duas comissões especiais diretamente relacionadas com ele, e buscaram um respaldo ainda maior para a superação dos problemas. A receptividade foi unânime e o presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo, se comprometeu a acompanhar "o maior número possível de deputados estaduais e federais" a Brasília, no dia 18 de julho, quando terão uma audiência com a direção da Valec, estatal responsável pela construção da Ferrovia Oeste-Leste e ainda aos ministérios do Planejamento e dos Transportes. Em julho, os parlamentares também conhecerão a mineração "in loco".
Trata-se de empreendimento da ordem de US$ 2,5 bilhões, que abrirá de três a quatro mil empregos diretos e incontáveis postos de trabalho indiretos, que está entravado por questões ambientais (já foram realizadas seis audiências públicas e uma outra acontecerá) e pelos atrasos na implantação da ferrovia e do Porto Sul, indispensáveis para o transporte das 20 milhões de toneladas de minério que serão retiradas da mina. Asseguraram os executivos, bem como os deputados integrantes das comissões, que todos os cuidados foram adotados – sendo injustificada a demora na concessão da licença ambiental, até o momento suficiente apenas ao início de uma lavra em escala experimental.
PENDÊNCIAS
Outros problemas dizem respeito ao fato de não ter sido assinado ainda o contrato de transporte (as tarifas já foram fixadas pela Agência Nacional de Transporte Terrestre, ANTT) com a Valec e com o retardamento, desde dezembro, do decreto para a concessão da lavra pelo Ministério das Minas e Energia, sob o argumento da realização de estudos para um novo marco regulatório do setor. O empresário Lelix Vulius disse que é difícil explicar aos investidores da empresa que têm ações negociadas na bolsa de Londres, é a oitava do mundo no setor, e emprega 77 mil pessoas, pois já há cinco anos trabalham para tocar o projeto, sem sucesso. Eles já investiram US$ 300 milhões para se associarem à Bahia Mineração e outros US$ 120 milhões em estudos e projetos de engenharia, e estão com os US$ 2,5 bilhões parados. Simbolicamente, ele garantiu que começará a obra no dia seguinte à obtenção do contrato e das licenças pendentes.
Os deputados Ivana Bastos, Cláudia Oliveira, Rosemberg Pinto, Maria del Carmen, Ângela Sousa, Coronel Gilberto, Marcelino Galo, Fátima Numes e Zé Raimundo participaram vivamente do debate travado em torno do projeto, relatando, inclusive os avanços conquistados nas audiências de que participaram em Brasília. O diretor da Bahia Mineração agradeceu o empenho e elogiou o trabalho conjunto dos deputados estaduais, algo que, por ser suprapartidário, ele classificou como raro e acrescentou: "O trabalho dos senhores e das senhoras serviu para garantir que o doente não morresse. Foi um sopro de vida, mas ele continua a inspirar cuidados." O presidente Marcelo Nilo ofereceu ao empresário Felix Vulius como lembrança da Bahia um berimbau de prata.
REDES SOCIAIS