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Greve de professores volta a ser debatida

Publicado em: 13/06/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputados baianos estão preocupados com a paralisação, que ontem chegou ao seu 63º dia
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Preocupados com a greve dos professores da rede estadual de ensino, que ontem chegou ao 63º dia, os integrantes da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia voltaram a discutir o que a Assembleia Legislativa pode fazer para intermediar as negociações entre docentes e o governo baiano. Pouco antes da reunião da comissão, que teve início às 11h, os professores decidiram pela manutenção da paralisação, em assembleia realizada no estacionamento da AL.
Os membros do colegiado têm avaliações distintas da greve na rede estadual de ensino. Enquanto os deputados da bancada governista apontam uma radicalização do movimento e veem pouca disposição dos grevistas em negociar, o líder da oposição, deputado Paulo Azi (DEM), defende que a Comissão de Educação assuma o protagonismo na intermediação das negociações e culpa o Executivo pelo impasse.

NEGOCIAÇÃO

Ao discordar de Paulo Azi, a presidente da comissão, deputada Kelly Magalhães (PC do B), observou que o Ministério do Trabalho, Emprego e Renda, o Ministério Público Estadual e até a Igreja Católica, através do arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, tentaram sem sucesso abrir um canal de negociação entre os professores e o Governo do Estado.
Já o deputado Rosemberg Pinto (PT) acredita que o movimento deixou de ter como motivação principal a melhoria salarial da categoria. "A partir de um determinado momento, deixou se de ser um greve de reivindicação salarial para ser uma greve de disputa política na Bahia", afirmou o parlamentar petista.
O deputado Zé Raimundo, também do PT, reforçou a tese de motivação política e afirmou que, com o clima existente hoje, a Comissão de Educação tem pouco a fazer. "O movimento sabe que, no momento que quiser, o governo está aberto a negociar", assegurou ele.
Do outro lado, Paulo Azi argumentou que, "diante do risco real de perda do ano letivo para um milhão de alunos", a Assembleia Legislativa precisa dar uma resposta à sociedade e trabalhar para que as duas partes cheguem a um acordo para acabar com a paralisação. "E a Comissão de Educação é o espaço apropriado para aprofundar esse debate e esclarecer a sociedade sobre o que está acontecendo.



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