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Banco do Nordeste vai facilitar crédito para as vítimas da seca

Publicado em: 12/06/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Dirigente da instituição, Nilo Meira garantiu à Comissão juros menores e prazos expandidos.
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As ações emergenciais para socorrer principalmente os produtores rurais dos 215 municípios que o governo já reconheceu em estado de emergência foram demonstradas e debatidas, ontem pela manhã, com o superintendente do Banco do Nordeste, Nilo Meira, durante audiência pública promovida pela Comissão de Defesa do Consumidor, presidida pelo deputado Pedro Tavares (PMDB), conjuntamente com o colegiado de Infra-estrutura, este presidido pelo deputado Tom Araújo (DEM). A audiência foi proposta pelo deputado Rosemberg Pinto (PT), também muito preocupado com a crise financeira provocada pela estiagem em muitos municípios baianos.
O dirigente da casa bancária que compareceu a Assembleia Legislativa também para demonstrar a grande evolução da mesma em termos de investimentos financeiros e expansão de agências por todo o Estado, deixou os parlamentares satisfeitos com as providências adotadas para socorrer não somente os produtores rurais, mas também todos os segmentos comerciais desses municípios.
Meira garantiu que o Banco do Nordeste criou um sistema de crédito emergencial, divididos em categorias pelo valor do empréstimo, com juros considerados baixos, prazos longos e toda facilidade possível para superar a burocracia, além de confirmar a renegociação das dívidas de todos prejudicados pela seca; na maioria dos casos, os agentes do banco irão atender os produtores, independente do local que estejam.
“O nosso foco principal é a estiagem, motivo maior da nossa presença nesta audiência. O Banco do Nordeste, como principal agente financeiro do Estado, vai atender a todos os produtores rurais neste momento agudo da grande seca que assola mais de 200 municípios”, destacou  o superintendente.

EMERGÊNCIA

Nilo Meira trouxe também como grande novidade a resolução do Fundo Monetário Nacional, permitindo ao banco apoiar e atender com crédito de emergência o setor não rural, como por exemplo, os empresários  hoteleiros, do turismo, indústria e comércio em geral desses 215 municípios (o total atingido pela seca é de 246, mas somente 215 tiveram estado de emergência reconhecido pelo governo) por entender que esse setor também foi  bastante prejudicado com a estiagem.
Além disso, Meira fez questão de afirmar que o crédito emergencial é para atender clientes e não clientes do banco. Quanto à renegociação das dívidas, já vencidas, serão beneficiados todos que têm débitos a pagar entre primeiro de fevereiro deste ano, até dezembro ( de 2012). Renegociação das dívidas é para os 246 municípios, ou sejam, todos o que estão sendo assolados pelo seca.
O crédito emergencial, por sua vez, é para os 215 que tiveram estado de emergência  já reconhecido. Meira tranquilizou os parlamentares quanto às facilidades que serão ofertadas aos produtores rurais, que praticamente perderam tudo, e os agentes das 37 agências já existentes do Banco do Nordeste, que estão preparados para atender  todos os prejudicados.

AVAL

Em alguns casos, como  os créditos solicitados em valores de dois mil e quinhentos a 12 mil reais, não serão necessários avalistas e nenhum tipo de garantia, o que torna muito mais acessível ao produtor rural conseguir esses créditos. Nas demais faixas financeiras de crédito, será necessário o apoio da EBDA, sindicatos ou cooperativas, porque o banco solicitará um plano devidamente elaborado por um técnico agrícola e o crédito pode chegar a cem mil reais.
“A Resolução do Fundo Monetário Nacional define a liberação desses recursos como financiamento e precisa saber o que será feito com o mesmo em termos técnicos”, conclui Nilo Meira.



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