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Régis quer evitar propaganda do Executivo durante flagelos

Publicado em: 31/05/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Parlamentar acha que recursos da publicidade devem ser aplicados para socorrer população
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Toda vez que ocorrer alguma situação que cause "comoção social", o governo fica proibido de fazer propaganda das suas realizações e tem que, obrigatoriamente, "destinar os recursos da área de comunicação social para minorar os efeitos dos flagelos". Isso é o que dispõe projeto de lei do deputado Sandro Régis (PR), que cumpre tramitação regimental na Assembleia Legislativa. A suspensão temporária da propaganda oficial ocorreria, por exemplo, agora, quando a seca assola o interior da Bahia. Essa é uma das situações previstas no projeto ("a prolongada falta de chuva no semiárido da Bahia").

Para Sandro Régis, "é triste observar-se o desespero estampado nas faces dos habitantes da região, situação que se agrava pela falta de atenção dos governantes e da permanente falta de recursos alegada para um socorro humano, solidário, eficaz e imediato, fato condenável e gerador do êxodo rural, um fenômeno social dos mais graves". O deputado garante também que "apesar dessa situação desastrosa e comovente, sobram ao erário estadual recursos em profusão para a dita e proclamada publicidade institucional."

"Os prefeitos começam a tomar consciência das dificuldades em promoverem o tradicional São João, a festa mais tradicional do Nordeste. Mesmo assim, eles, em sua maioria, estão diminuindo drasticamente os custos dos festejos juninos, chegando, em alguns lugares, a se fazer a suspensão das festividades," diz Régia. "Em contrapartida", completa, "o governo do Estado continua firme nos gastos com a propaganda oficial, o que não se justifica. Daí a necessidade de o governo da Bahia dar o significante exemplo de economizar na área da comunicação social e investir esses recursos no auxilio aos flagelados nos períodos de comoção social."



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