A greve dos professores das escolas da rede estadual de ensino da Bahia, paralisadas há mais de um mês, foi o assunto principal da reunião da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público, ocorrida na manhã de ontem, na sala Eliel Martins, na Assembleia Legislativa. Sob a presidência do deputado Bruno Reis (PRP), devido à ausência da presidente da comissão, Kelly Magalhães (PCdoB), por problemas médicos, governistas e oposição não entraram em consenso com relação à atuação do colegiado diante da paralisação dos servidores.
"Infelizmente, a base do governo se nega a conversar. Essa comissão tem como cumprir o seu papel. Poderia ser o ator principal nesse processo e levar a uma negociação e ao entendimento final", afirmou Bruno Reis. Sua posição foi contestada pelo colega Bira Corôa (PT), que assegurou a abertura dos governistas à participação da oposição no processo. "Discordo de Bruno. Temos hoje (ontem) uma reunião com o comando de greve com a perspectiva de intermediar esse entendimento. Toda a bancada do PT está trabalhando para isso. E abre-se o convite para a bancada da oposição juntar-se a nós nessa negociação", disse Bira, apoiado por Zé Raimundo (PT).
O deputado Adolfo Viana (PSDB) aproveitou a reunião do colegiado para apresentar denúncias com relação às escolas municipais de Casa Nova, município da região do Vale do São Francisco, distante cerca de 570km de Salvador. Segundo o parlamentar, as instalações das escolas encontram-se em péssimas condições e existe precariedade na merenda escolar. Sandro Régis (PR), Fátima Nunes (PT) e Ivana Bastos (PSD) ouviram atentamente as acusações feitas pelo parlamentar.
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