A artista Rose Mafalda está expondo, esta semana, no saguão Josaphat Marinho, da Assembleia Legislativa da Bahia. As obras são de pintura contemporânea com temática afro-brasileira. Influências do candomblé e da arte abstrata são perceptíveis ao olhar. A exposição teve início ontem e vai até sexta-feira, no horário de funcionamento do Poder Legislativo.
"Eu sou misturada com axé. Entre África e Brasil, eu sou surrealista e minhas pinturas me representam", relata a artista baiana, que começou a pintar desde a infância. Residente do bairro do Barbalho, em Salvador, fundou e é presidente do bloco Afro Ginga do Negro, que tem apoio da Secult. Autodidata, também fez parte da 1ª associação de artistas plásticos populares de Salvador no Pelourinho. Em seu extenso currículo, além de pintora, Mafalda é compositora, produtora musical e poeta.
Suas criações na pintura já são conhecidas no país, passando por Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e outros. Quando retornou à Bahia, em 2002, fez parte da 5ª posição entre os 80 artistas plásticos que pintaram a fachada do Liceu de Artes e Ofícios, no Pelourinho. Em seguida fez apresentações na Casa de Benin, Senac, Sebrae e Casa de Angola.
A artista foi convidada pelo gabinete de Bira Corôa (PT) para fazer esta exposição na intenção de homenagear a África. As obras, inéditas, que expressam através das cores, das formas cheias de contorno e da influência do candomblé, também sua religião, marcam o trabalho desta exposição.
Com ressalva de não trabalhar com encomendas, ela só produz o que lhe vem da inspiração. O ateliê da aposentada, que está aberto a visitas, fica na Baixa dos Sapateiros, 1.148, Mercado de Santa Bárbara, box 06. As obras estão avaliadas entre R$ 300 e R$ 1.000, sujeito a negociação. Mafalda prevê sua próxima exposição em São Francisco do Conde.
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