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Comissão propõe homenagem a Fesf-SUS

Publicado em: 09/05/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Presidente do colegiado, Temóteo Brito sugeriu audiência conjunta com Comissão de Saúde
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A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa realizou mais uma reunião, na manhã de ontem, na sala Herculano Menezes. O presidente do colegiado, deputado Temóteo Brito (PSD), iniciou as atividades com a sugestão de audiência pública conjunta com a Comissão de Saúde e Saneamento, proposta pelo deputado Yulo Oiticica (PT) para homenagear os trabalhos da Fundação Estatal Saúde da Família (Fesf-SUS), entidade que atende a 69 municípios baianos, beneficiando 1,9 milhão de pessoas. "A fundação traz um modelo inovador com solução jurídico-administrativo e sanitária para o desenvolvimento da estratégia de saúde da família no Estado, que propicia agilidade e segurança para gestores, usuários e trabalhadores", afirmou Yulo. A proposta foi aprovada por unanimidade e a data ainda será definida.
No entendimento do deputado Delegado Deraldo Damasceno (PSL), a audiência é relevante, pois a saúde, educação e a segurança pública são os pilares fundamentais para a administração pública. Entretanto, o parlamentar reforça que não adianta investir em saúde e educação sem investir em segurança. "A polícia tem que ser fortalecida, pois segurança pública sem polícia não existe. É preciso aumentar o efetivo da polícia e melhor prepará-lo", assegurou o parlamentar. Sua visão foi endossada pelo colega Temóteo. "A polícia não acompanhou o crescimento da população. No extremo sul da Bahia, por exemplo, aumentou o número de habitantes e o efetivo policial foi reduzido", disse, enfatizando que a situação se complica ainda mais na alta temporada, quando a população da região aumenta significativamente em virtude dos visitantes.
A reunião contou também com a presença da técnica de enfermagem Iralva Lima, esposa de José Pereira, guarda municipal de Lauro de Freitas que foi acusado de matar a adolescente Adriani Melo de Jesus, sequestrada em Vila de Abrantes, no município de Camaçari, em junho do ano passado. Iralva veio solicitar da Comissão de Direitos Humanos apoio para libertar o marido, que está preso há 9 meses e, segundo a família, é inocente. No momento do crime, parentes e amigos de José afirmam que estariam com ele em outro local; familiares também declaram que não há provas de que ele cometeu o crime, já que os exames periciais não confirmaram a presença da vítima em seu carro, sendo indício usado para acusá-lo apenas o reconhecimento feito pelo adolescente de 17 anos, namorado de Adriani, única pessoa que estava com ela na hora do acontecido. Pela inconsistência de provas e ter residência fixa, a família requer a libertação de José e que as investigações continuem em busca do assassino. A Comissão encaminhará a denúncia feita por Iralva ao Ministério Público.



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