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Emancipação de Utinga é lembrada por Fabrício Falcão

Publicado em: 03/05/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

A rica história da cidade foi rememorada pelo deputado do PC do B em suas congratulações
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O deputado Fabrício Falcão (PC do B) protocolou moção de congratulações junto à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa pela comemoração dos 59 anos de emancipação política e administrativa do município de Utinga, completados no dia 27 abril. "É com imenso prazer que homenageio a cidade de Utinga e seu povo tão nobre e querido, fazendo-lhes votos de progresso com desenvolvimento social e econômico e permitindo melhores condições de vida a todos os filhos desse agradável município", destacou.
Localizado na Chapada Diamantina, distante 442 quilômetros de Salvador, Utinga faz limites com as cidades de Rui Barbosa, Wagner, Bonito, Morro do Chapéu e Mundo Novo. De acordo com o documento apresentado por Fabrício, a descoberta do Vale do Rio Utinga ocorreu em 1551, com as missões catequéticas dos jesuítas. A partir daí, foi iniciado o povoamento da região, com o aparecimento das primeiras fazendas de criação. Com o fulgor das minas de diamante de Lençóis e Estiva, descobertas em 1840, surgiu às margens do rio um arraial de casinhas denominado de Palha, que servia de pouso aos viajantes que iam por Jacobina, Morro do Chapéu ou Orobó. "Mais tarde, o povoado de Palha veio a servir de reduto de malfeitores. Por isso, as forças do estado foram obrigadas a intervir, culminando com a destruição do povoamento pelas tropas, que incendiaram o arraial em 1905. A sua reconstrução ocorreu em terras cedidas por Joviniano Bastos e os irmãos Izidoro e Manoel Santos", contou o parlamentar.
Logo em seguida, ainda segundo as informações do deputado petista, nasceu o Arraial de Bela Vista de Utinga. Com material de melhor qualidade e casas de telhas, o local foi formado pela Praça Dias Coelho e uma rua que dava acesso ao Rio Mocambo. Em 2 de agosto de 1917, o povoado foi elevado à categoria de vila e criado o distrito de Bela Vista de Utinga. "Foi uma fase de grande crescimento. De Bela Vista, saíam lotes de burros que levavam os produtos do Vale do Rio Utinga. Em 1933, o decreto de Getúlio Vargas criando o Instituto do Álcool e do Açúcar descontrolou a economia de toda a região. Os engenhos foram calando e deu-se início ao grande êxodo, principalmente para a grande São Paulo. A necessidade de melhoramentos urbanos e a falta de escolas fizeram com que, em 1945, surgisse a ideia de emancipação de Utinga, liderada pelo padre João Ramos Marinho", relatou Fabrício Falcão.



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