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Capitão Tadeu apoia greve dos professores

Publicado em: 26/04/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputado do PSB apresentou na AL moção de apoio ao movimento dos docentes
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Os professores da rede estadual de ensino que estão em estado de greve foram apoiados na Assembleia Legislativa. "Este episódio evidencia que, além de conhecimentos, os professores baianos nos ensinam também o que significa lutar por seus direitos com inteligência", disse o membro da Comissão de Direitos Humanos, o deputado Capitão Tadeu Fernandes, na moção de apoio que apresentou na Casa Legislativa.
Os professores estão em greve desde 11 de abril e permanecem acampados na Assembleia Legislativa. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) reivindica o cumprimento do acordo de reajuste de 22,22% no piso nacional por parte do governo. "Não condiz com um governo sério e democrático negar a existência do acordo firmado entre o mesmo e a APLB, nem tampouco propor que a remuneração total dos professores com titulação em ensino médio completo ou licenciatura de curta duração vire subsídio", disse o deputado.
No documento apresentado, o parlamentar reconhece que o governo já enviou à Assembleia Legislativa projeto de lei sobre a questão, mas reitera o posicionamento dos professores, afirmando que o projeto retira conquistas históricas da categoria, nivelando por baixo.
"Pelo que vejo nas ruas e escolas baianas, meu pensamento reflete também o anseio da maioria dos alunos e pais, que não consegue entender o porquê do tratamento do governo para com os professores. Por tudo isso, estou solidário com a paralisação dos professores baianos e na condição de parlamentar só votarei em projetos que tragam avanços à classe, que invistam na educação como o caminho mais eficaz para a redução da violência", confirma o Capitão Tadeu.

PROJETO

Segundo a Secretaria de Educação da Bahia, o projeto garante o cumprimento do Piso Nacional da Educação para os 5.210 professores de nível médio e ainda assegura a possibilidade desses professores ingressarem na carreira do magistério até 31 de dezembro de 2016, sem ter que realizar concurso público, mediante a conclusão do curso superior com licenciatura plena. O projeto foi votado anteontem na Assembleia.



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