MÍDIA CENTER

Saúde quer centralizar distribuição de remédio

Publicado em: 18/04/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Comissão solicita medida a ministério para melhor atender portadores do mal de Parkinson
Foto:

Já se encontra em mãos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o ofício 0019/12, encaminhado pela Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa da Bahia, solicitando a centralização da distribuição dos medicamentos gratuitos aos portadores do mal de Parkinson. O ofício foi entregue pessoalmente pelo presidente da comissão, deputado Pastor José de Arimateia (PRB), no último dia 12, apenas 48 horas após a reivindicação ter sido encaminhada ao colegiado pelos parkinsonianos, em audiência pública que discutiu a situação dos portadores da doença na Bahia e no Brasil.
Por portaria do Ministério da Saúde, decidida em conjunto com as secretarias vinculadas à pasta em todo o Brasil, a distribuição dos remédios de uso contínuo é dividida entre Estado e municípios, "dificultando ainda mais a vida dos parkinsonianos", segundo depoimento à Comissão de Saúde do presidente do Gruparkinson – Grupo de Parkinsonianos da Bahia.
Genaro Couto revelou ainda que os portadores deste mal têm feito pleitos junto ao governo federal para que isente de impostos a importação de um chip utilizado em importante cirurgia de estímulo cerebral. A operação, hoje estimada em R$ 100 mil, não é contemplada pelos planos de saúde.
O pedido de centralização na entrega dos medicamentos endossada pelos deputados estaduais membros da Comissão de Saúde beneficiará milhares de parkinsonianos na Bahia. Segundo estimativas de Genaro Couto, o Estado possui cerca de 20 mil doentes, seis mil deles na Região Metropolitana de Salvador.

TRANSPLANTADOS

Preocupada mesmo com a situação dos portadores de doenças crônicas e graves, a Comissão de Saúde do Legislativo baiano vai discutir também a realidade dos pacientes transplantados no Estado. A pedido de entidades que representam os que sofreram transplantes na Bahia, o colegiado aprovou ontem mais uma audiência pública para analisar e debater o assunto.
No início deste mês, a comissão ouviu portadores de doenças renais crônicas necessitados de tratamento de hemodiálise e encaminhou ao Ministério Público denúncia recebida de doentes e corroborada pela Associação de Pacientes Transplantados do Estado da Bahia, envolvendo a clínica Nephron, que estaria, de forma antiética e ilegal, usando os usuários da hemodiálise para pressionar governo e prefeitura a pagarem faturas atrasadas.
A Bahia, informou a médica Márcia Chaves, presidente da Associação dos Transplantados, é "um dos piores estados em captação de órgãos". São apenas 3,4 doadores em um milhão de habitantes, sendo que aqui são realizados apenas transplantes de córnea, rim e fígado. Os demais têm de ser feitos em outros estados. É sobre essa situação que a Comissão de Saúde e Saneamento irá se debruçar e analisar durante a audiência pública.



Compartilhar: