A história de Curaçá começou na segunda metade do século 16, quando o padre jesuíta Luís da Grã comandou uma expedição de catequese no território onde hoje se localiza o município. A origem de Curaçá, que no último dia 30 de março completou 180 anos de emancipação política, foi contada pelo deputado Bruno Reis (PRP), em moção de congratulações à população do município.
No documento apresentado na Assembleia Legislativa, Bruno Reis relata que, com o desbravamento das terras, vários povoados surgiram e o progresso chegou à região. "O município, no entanto, foi criado em 1832, dez anos após D. Pedro I proclamar a Independência do Brasil", diz Bruno.
Inicialmente, observa o deputado, a cidade recebeu o nome de Pambu. Mas, em 1890, quando o Brasil tinha apenas um ano de República, Curaçá ganhou o nome que ostenta até hoje. "Historiadores dizem que Curaçá é uma corruptela da palavra cruz – era assim que os índios catecúmenos se referiam ao símbolo cristão", acrescentou o autor da moção.
Com quase 35 mil habitantes, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Curaçá, na visão de Bruno Reis, é uma cidade tranquila, segura e muito hospitaleira. E, para ele, não dá para falar em Curaçá sem citar a Marujada – maior símbolo de identidade dos escravos e dos negros. "Na cidade, a sua importância cresceu tanto que suplantou os santos brancos, de tal maneira que é mais devotado que o padroeiro da cidade, Bom Jesus da Boa Morte.
"No dia 30 de dezembro começam as festas em homenagem a São Benedito", lembra Bruno. "Uma bandeira estampada com a imagem do santo é retirada da residência de uma família de descendentes de escravos e conduzida por uma multidão de fiéis pelas ruas da cidade", descreve ele, explicando que a festa dos Marujos de Curaçá é a única manifestação popular ligada à escravidão.
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