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Reunião conjunta para discutir seca na Bahia

Publicado em: 11/04/2012 00:00
Editoria: Diário Oficial

Infraestrutura aprovou ontem a participação na próxima audiência pública conjunta da AL
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A Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, presidida pelo deputado Tom Araújo (DEM), aprovou a participação do colegiado na próxima audiência pública conjunta entre Defesa do Consumidor e Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos, para debater com o Banco do Nordeste as ações emergenciais contra a seca, agendada para dia 24 de abril.
O presidente Tom Araújo acredita que a participação desse colegiado é de fundamental importância na busca por soluções no combate à seca. Aproveitando a oportunidade, a deputada Maria del Carmen (PT) convidou a comissão para participar, no dia 26 de abril, na Biblioteca Pública do Estado, de uma audiência pública com a Caixa Econômica Federal com vistas a discutir os novos empreendimentos e as pós-ocupações do Programa Minha Casa Minha Vida.
Em seguida, o deputado Cacá Leão (PP), relator do Projeto de Lei Nº 13.239/2011, de autoria do deputado Mário Negromonte Júnior (PP), deu parecer favorável à aprovação do projeto que busca tornar obrigatória a adição de farinha de mandioca refinada, fécula de mandioca ou farinha de raspa de mandioca na quantidade de 10% à farinha de trigo no Estado da Bahia.
Segundo o relator, o uso de outros amidos ou farinhas na produção de farinhas mistas não é novidade do Brasil. "A diferença é que a mandioca se cultiva no Norte e no Nordeste, e o trigo, no Sul. Além disso, o trigo é para o comércio, enquanto a mandioca está atrelada à subsistência e o seu uso na panificação representaria uma grande expansão na produção", ressaltou Cacá Leão.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, Joselito Motta, a fécula de mandioca não contém glúten e atua como diluidor do glúten presente no trigo. Do ponto de vista econômico, o uso da fécula no pão vai representar a economia de 100 a 200 milhões de reais por ano, e reduziria a dependência brasileira nas importações de trigo, com reflexos positivos na balança comercial do país.
Para finalizar seu relatório, o deputado progressista afirmou que uma iniciativa relevante como esta não pode ser condenada simplesmente por dificuldades técnicas.



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