Há nove décadas nascia o Partido Comunista do Brasil. Para homenagear estes anos de história da legenda, Assembleia Legislativa promoveu na manhã de ontem, no plenário, uma sessão especial, proposta pelos deputados Álvaro Gomes (PC do B), Fabrício Falcão (PC do B) e Kelly Magalhães (PC do B). A solenidade, que durou mais de três horas, teve a presença maciça da militância, entidades, sindicatos, políticos e autoridades. O presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo (PDT), abriu a sessão e fez questão de presidi-la até o final. “Fiz questão de prestigiar este momento para registrar o meu apreço a este partido. Parabenizo a todos vocês que fizeram e fazem história no país. Nós, homens públicos da Bahia, devemos muito ao Partido Comunista do Brasil”, disse.
Além dos proponentes e do presidente, compuseram a Mesa o governador em exercício, Otto Alencar, o ex-deputado federal e ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, a senadora Lídice da Mata e a deputada federal Alice Portugal. Também os presidentes estaduais do PP, Jabes Ribeiro, do PT, Jonas Paulo e do PC do B, o deputado federal Daniel Almeida e o presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) na Bahia, Adilson Araújo.
HISTÓRIA
Fundado em 1922, contemporâneo da semana de arte moderna e de baluartes como Jorge Amado e Carlos Marighella, o Partido Comunista do Brasil viveu 60 anos na clandestinidade. Com seus ideais revolucionários de conquistar uma sociedade comunista e igualitária, participou dos principais momentos da história do país. A luta contra a ditadura militar, a guerrilha do Araguaia, a campanha das “Diretas Já” foram algumas das passagens destacadas por Haroldo Lima em seu discurso, lido pela deputada Kelly, em virtude de o mesmo se encontrar afônico. “Comemorar como uma vitória esses 90 anos não é só uma posição dos comunistas, mas dos democratas de todo o país, da sua intelectualidade, dos políticos e, especialmente, dos trabalhadores de nossa terra”, declarou.
O apoio aos governos Lula e Dilma desde o início, considerados pela bancada comunista como “governos democráticos que iniciaram um novo ciclo na história do Brasil”, foi salientado no discurso dos deputados comunistas. “Nosso partido há 10 anos participa da conquista deste novo Brasil ao lado de partidos que têm a mesma visão do PC do B”, relembrou Kelly.
IDEOLOGIA
Para Otto, é de se louvar e exaltar a luta durante todos esses anos dos comunistas na defesa de sua ideologia socialista. O governador em exercício aproveitou para parabenizar o crescimento do partido no estado. “O PC do B cresceu muito na Bahia. Hoje, são 18 prefeitos eleitos. O comunista sabe governar, isso quebra um paradigma antigo e preconceituoso”, afirmou. A concordância com este ponto de vista é unânime entre os correligionários e reforçada pela disponibilização de nomes para as próximas eleições. “Estamos participando desta construção de um Brasil novo e continuaremos apoiando os partidos co-irmãos. Mas é o momento de reafirmar a nossa identidade, colocando-nos à frente para as disputas eleitorais, em busca da alternância para continuar a construção desse novo tempo”, disse Alice.
Com o mesmo entendimento, Lídice defendeu o direito do Partido Comunista ocupar cadeiras no Executivo. “Essa frente não pode ser liderada apenas por uma corrente. Dentro do contexto da esquerda a gente precisa ter essa mobilidade nas frentes”, declarou a senadora. De acordo com Daniel Almeida, o passado permite ao partido atuar no presente e na preparação do futuro. “Temos líderes, proposições e objetivos para esse avanço”, acredita. Ao som do hino comunista executado por sax e violino, os presentes emocionaram-se e desejaram vida longa ao Partido Comunista do Brasil.
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