As questões ambientais que estão atrasando o cronograma de obras do Porto Sul, na cidade de Ilhéus, vão ser debatidas a partir de agora, em reuniões conjuntas por quatro comissões da Assembleia Legislativa. A proposta do deputado Coronel Gilberto Santana (PTN), presidente da Comissão Especial do Porto Sul, foi aprovada ontem, pela manhã, durante sessão ordinária do colegiado.
Os entendimentos com os presidentes das comissões de Meio Ambiente, Infraestrutura e Oeste-Leste para agendamento das reuniões já foram iniciados porque o assunto requer urgência e será debatido também por outras autoridades. A comissão também aprovou convites aos secretários estaduais da Casa Civil, Rui Costa; Meio Ambiente, Eugênio Spengler; de Portos, Carlos Costa; Planejamento, Sérgio Gabrielli, além de representantes do Ibama, Ministério Público Federal e das empresas responsáveis pelas obras.
Durante a reunião, os integrantes da Comissão Porto Sul entenderam plenamente as exigências do Ibama, mas fizeram questão de destacar o esforço do Governo do Estado para atender a todas as exigências para a preservação do meio ambiente. "Nossa intenção é discutir e tentar quebrar toda essa burocracia. Quero entender se é uma preocupação com o meio ambiente ou se é um boicote, pois o Governo do Estado tem feito de tudo, ou melhor, o máximo, para atender todas as exigências", disse Santana.
O Coronel Gilberto Santana ainda fez questão de afirmar que "não entende essa má vontade de deixar a obra começar, já que a expectativa dos baianos é muito grande por esse importante investimento para aumentar o crescimento do próprio país. Até outros estados têm interesse que a obra não ande, porque eles estão ganhando com o transporte e embarque dos produtos da Bahia em seus portos".
SUPRAPARTIDÁRIO
A deputada Maria del Carmen, por sua vez, lembrou que o governo vem concluindo todos os estudos ambientais juntamente com o próprio Ibama com a transferência também de pessoas assentadas para outros locais. "Esse é um projeto suprapartidário. É um projeto da Bahia e do Brasil. Temos que ter muito cuidado, pois este é um projeto demorado. O porto e a ferrovia têm que ser implantados de maneira adequada. A obra do porto não pode ser paralisada, pois se perde tudo. O projeto é mesmo demorado", afirmou a deputada petista.
Já Cláudia Oliveira (PSD) reconhece que a ansiedade da população é muito grande, principalmente da região do extremo sul. Devemos convidar novas pessoas para que possam passar novas informações, pois a cobrança é constante. Entendo que não se deve atropelar as etapas das obras", concluiu.
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