A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa divulgou ontem, oficialmente, com aprovação unânime dos deputados presentes na sessão ordinária, uma nota pública, cujo destaque é a solicitação às autoridades competentes da soltura imediata dos policiais grevistas, num total de 16.
A comissão também destaca que foram justas as reivindicações salariais dos militares estaduais, pois as mesmas acabaram respaldadas em lei aprovada na Assembleia Legislativa. Entretanto, as ações de vandalismo e de agressões armadas ocorridas durante a paralisação foram condenadas.
As ações pacificadoras do general Gonçalves Dias e dos deputados estaduais que lutaram para garantir que não houvesse confronto armado foram parabenizadas. Também é solicitado que o acordo anunciado por diversas autoridades, cujo objeto central era só punir policiais militares comprovadamente envolvidos em práticas de vandalismo e agressões armadas, seja cumprido.
Por fim, que se libertem imediatamente os trabalhadores presos preventivamente, já que não subsistem mais os fundamentos jurídicos que lastrearam a necessidade das prisões preventivas. O documento salienta que os policiais militares presos estão em risco iminente de morte, já que os marginais, diante de servidores públicos concursados que efetuaram, direta ou indiretamente, suas detenções, podem querer vingança.
"Esses policiais estão no xadrez. Estão sendo tratados como marginais. Estive no presídio e os presos estão sendo olhados de maneira atravessada pelos marginais. Existiram até denúncias de ameaça de morte", explicou o deputado Capitão Tadeu (PSB).
Sobre o afastamento do ex-policial militar Prisco, após o movimento de 2001, também líder do movimento grevista deste ano e que está entre os presos, o deputado Yulo Oiticica (PT) afirmou: "Vamos solicitar ao governador explicações sobre isso, pois a Justiça já determinou a volta de Prisco e de mais cinco outros policiais, exonerados naquela época. A comissão também vai solicitar ao governador a mudança imediata do local onde encontram-se os 16 presos, todos policiais militares, para um local adequado e que proporcione segurança aos mesmos."
ESTUDANTE
Integrantes do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal da Bahia e familiares da vítima participaram da reunião da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública, ontem, pela manhã, para denunciar a morte do universitário do curso de Enfermagem, Frederico Perez, conhecido como Fred, no dia 23 de janeiro deste ano.
O fato aconteceu no município de Malhadas, interior do Estado, quando a vítima voltava de um passeio com amigos e parentes, na estrada BR-030.
Como chovia muito, parte da estrada ficou inundada e o jovem caiu num bueiro, sendo arrastado pela forte correnteza de um rio próximo. A mãe da vítima comunicou aos deputados o descaso das autoridades locais para com o ocorrido e solicitou providências para que mais pessoas não sejam mortas, já que é necessária a construção imediata de uma ponte próxima ao local do acidente como nova via de acesso.
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